[[legacy_image_304494]] A burocracia no segmento de construção pode custar até R\$ 59 bilhões ao setor público e privado até 2025. O desperdício se daria por causa da perda da arrecadação com atração de capital, competitividade do setor e criação de novos empregos. O levantamento afirma, ainda, que o prazo para conclusão de obras de infraestrutura aumenta em 16 meses. No caso da construção imobiliária, a conclusão é 13 meses depois. Os dados são de pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) elaborada pela Deloitte. Há, ainda, um custo não estimado mas perfeitamente creditado à burocracia: o inflacionamento dos custos e o prejuízo à competitividade. Os resultados do estudo são claros e alarmantes. A burocracia, com seus inúmeros trâmites, licenças e regulamentações, está causando atrasos significativos em projetos de construção e elevando os custos de maneira desproporcional. Essa realidade não apenas afeta as empresas do setor, mas também tem um impacto direto no bolso dos consumidores, uma vez que os custos adicionais são frequentemente repassados aos compradores finais de imóveis e serviços de construção. Cada dia de atraso resulta em custos adicionais, que frequentemente são repassados para os consumidores finais. Além disso, a burocracia aumenta o custo de fazer negócios. As empresas precisam alocar recursos extras para cumprir os requisitos regulatórios e contratar especialistas em conformidade, aumentando os custos operacionais. Isso afeta diretamente a competitividade das empresas, tornando-as menos capazes de oferecer preços competitivos e inovar. A ineficiência dos processos burocráticos desperdiça o tempo dos empresários e dos servidores públicos. O impacto no desenvolvimento econômico é perene, já que o setor de construção civil e infraestrutura desempenha um papel fundamental no crescimento do País, gerando empregos, estimulando o comércio e melhorando a qualidade de vida da população. No entanto, a burocracia desenfreada desencoraja investimentos e retarda o desenvolvimento de infraestrutura. É imperativo que o Brasil reavalie seu atual sistema burocrático e faça esforços para simplificá-lo. Isso não significa a eliminação de regulamentações importantes que garantem a segurança e a qualidade das construções, mas sim a simplificação e modernização dos processos. A adoção de sistemas eletrônicos de aprovação, a redução da duplicação de regulamentações entre níveis de governo e a implementação de prazos mais curtos e previsíveis para aprovações são medidas que podem ajudar a combater a burocracia. Capacitar os funcionários que lidam com o segmento também é fundamental. Imprescindível que o Brasil se esforce para equilibrar a necessidade de regulamentação com a necessidade de facilitar o progresso, encontrando um caminho que beneficie a todos.