(Divulgação/ Prefeitura de Bertioga) Uma quadra da Rua José do Patrocínio, entre as ruas Rodrigo Silva e Santos Dumont, no Macuco, em Santos, está pavimentada em apenas uma metade da via, ou seja, o motorista precisa escolher entre trafegar pela direita ou pela esquerda, porque são dois trechos diferentes. Situação semelhante acontece na Rua Antônio Maia, no Estuário, em que a pavimentação foi feita até a primeira esquina da via, que liga as avenidas Mario Covas e Almirante Cochrane (Canal 5). Pavimentação - ou a falta dela - é uma questão latente em várias vias da cidade. Buracos percorrem todo o trecho da Avenida Perimetral em Santos, surpreendendo o motorista e colocando em risco sua segurança. A zeladoria urbana é um dos pilares mais visíveis da qualidade de vida em uma cidade. Serviços como asfaltamento, manutenção de vias, conserto de buracos, cuidado com ciclovias, calçadas bem conservadas, poda de árvores e sinalização adequada não são apenas detalhes operacionais, são elementos que estruturam o cotidiano e garantem segurança, mobilidade e bem-estar. Quando esses aspectos funcionam bem, a cidade flui; quando falham, o impacto é imediato e sentido por todos. Mais do que infraestrutura, a zeladoria também comunica. Uma cidade bem cuidada transmite organização, respeito e compromisso com o espaço público. Isso influencia diretamente a forma como moradores e visitantes enxergam o lugar. Ruas esburacadas, calçadas irregulares ou sinalização precária passam a impressão de abandono, enquanto espaços bem mantidos reforçam a identidade urbana e estimulam o orgulho de quem vive ali. A percepção de cuidado coletivo fortalece a relação afetiva com o bairro e amplia a sensação de pertencimento. É verdade que parte dessa responsabilidade também recai sobre os cidadãos, especialmente em relação ao descarte de detritos, manutenção de calçadas particulares, abandono de veículos em vias públicas e zelo com equipamentos coletivos. No entanto, problemas estruturais como pavimentação inadequada, buracos e falhas na sinalização são atribuições claras do poder público e exigem planejamento, investimento e execução eficiente. A boa zeladoria nasce justamente desse equilíbrio: uma gestão presente e eficaz, aliada a uma população consciente do seu papel na construção de uma cidade melhor. Os exemplos citados são em Santos, mas há situações semelhantes, e até piores, em todos os municípios da região. Um fator, em especial, torna a falta de zeladoria ainda mais crítica: quanto mais o tempo passa sem os devidos cuidados, mais caros vão ficar os serviços quando forem executados, além de ampliar os transtornos para a população e os riscos para quem circula diariamente por essas vias. Adiar soluções básicas não é apenas uma falha administrativa, é permitir que problemas simples se transformem em prejuízos maiores para toda a cidade.