Novas formas de pagamento são disponibilizadas para o VLT na Baixada Santista (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) tem realizado estudos de viabilidade para a extensão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até Praia Grande. Espera-se que o Governo do Estado se decida pelo investimento devido à importância do VLT para integrar a região metropolitana. Deve-se considerar ainda que as condições atuais do transporte por ônibus entre Praia Grande, Santos e São Vicente estão aquém das necessidades da população que vive em áreas tão adensadas. Conforme A Tribuna publicou no último domingo, a Artesp avalia neste momento as condições para a implantação da extensão do modal, que já está presente em Santos e São Vicente. A agência estadual afirma que examina aspectos do traçado, integração com a infraestrutura existente, demanda, custos, modelagem e contratação. Hoje a rede do VLT já em operação é composta do primeiro trecho, entre Barreiros, em São Vicente, até a estação do Porto, em Santos, com a recém-inaugurada extensão até o Centro e Valongo, em Santos. Há ainda a terceira fase, um trecho ainda em obras, com conclusão prevista para 2028, que vai conectar Ponte Nova, Quarentenário, Rio Branco e Samaritá, na Área Continental de São Vicente, a Barreiros. Serão 7,5 quilômetros de linhas beneficiando mais 150 mil habitantes, atendendo a população que mais depende de transporte público. A Prefeitura de Praia Grande sugere que o primeiro trecho que contemple a cidade seja instalado entre a Área Continental de São Vicente e as proximidades do Terminal Tude Bastos. Fica a dúvida de quando esse projeto sairá do papel e se será ampliado até a outra extremidade da cidade ou se haverá algum outro tipo de modal acrescentado ao sistema de ônibus. Mas a cidade, que tem 350 mil habitantes, segundo o Censo 2022, continua crescendo e precisa receber investimentos de maior porte para dar conta da demanda futura. Pelo menos, as autoridades da região têm discutido soluções que atendam a toda a Baixada Santista, restando o desafio de levantar recursos para esse fim. Infelizmente, projetos de infraestrutura no Brasil levam muito tempo para serem amadurecidos e terem suas obras realizadas. Com a demora, esses investimentos passam de um governo a outro e são descontinuados ou atrasam por falta de prioridade do novo gestor. Além disso, ficam expostos à deterioração e defasagem tecnológica. Mas o pior gargalo é o da instabilidade econômica, que resulta em cortes orçamentários. No fim das contas, um grande empreendimento pode levar mais de uma década para ser entregue. Por exemplo, a Linha 6-Laranja do metrô da Capital foi inaugurada 18 anos após ter sido anunciada. No caso do VLT, observa-se que sua expansão continua ocorrendo ao longo dos anos, o que é positivo para a população, que passa a ter um transporte de melhor qualidade. Espera-se que esse investimento continue, dando mais conforto aos usuários.