[[legacy_image_210030]] Houve um tempo, há 25 ou 30 anos, em que bastava alguém levantar a bandeira ambiental para defender ou criticar programas e ações para logo ser classificado como “ecochato”. Movimentos e atos públicos que tinham os recursos naturais como temáticas atraíam a atenção de jovens, predominantemente, mas havia pouca adesão da classe política e, menos ainda, da empresarial. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse histórico começou a ganhar novos contornos a partir da Rio-92, a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992. Ela teve desdobramentos importantes dos pontos de vista científico, diplomático, político e na área ambiental, além de ceder espaço a debates e contribuições para o modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável. De lá para cá, muitas outras iniciativas e encontros mundiais foram delineando novas posturas a partir de uma preocupação científica de que o planeta poderia entrar em colapso em médio e longo prazos, caso não fossem adotadas medidas e protocolos coletivos de preservação dos recursos naturais, em especial quanto aos mananciais, florestas e ar. Mudanças climáticas já estavam ocorrendo em velocidade avançada, e comprometeriam as economias e a manutenção da Terra em pouco tempo. Esses conceitos e preocupações foram ganhando fôlego com a chegada constante de novos dados, o avanço da pesquisa e a descoberta de formas de mitigar os danos já causados pelo desenvolvimento desenfreado. A esse eixo de preocupações se juntaram outros dois igualmente necessários para que o futuro das sociedades caminhasse minimamente em equilíbrio, representados por toda a diversidade humana e com relações éticas, transparentes e justas entre as empresas. Surgia, então, o conceito que hoje ganha espaço mundo afora: ESG, que traduzido para o português significa ambiental, social e governança. Em palavras simples, trata-se de uma política que toda empresa pública e privada deve adotar para garantir que sua existência e perenidade se deem de forma a impactar menos o ambiente, acolher os diferentes, preocupar-se com o bem-estar de todos, e manter relações dignas com seus pares. Nesta semana, o Grupo Tribuna dá início a uma série de encontros que pretendem trazer para a região uma agenda que ganha espaço em velocidade acelerada no Brasil e no mundo, e não apenas porque empresas que incluem esses três eixos em suas metas se tornam mais valorizadas no mercado, mas, principalmente, porque o comportamento do consumidor, hoje, exige uma tomada de posição. Empresas que não olharem para esse horizonte tendem a reduzir sua relevância, perder clientes e oportunidades. Ao adotarem uma política ESG, as empresas dão exemplo não só de preocupação com sua própria existência e futuro, mas com a formação de uma sociedade mais justa, equilibrada e inclusiva.