[[legacy_image_159329]] O tema não é novo, mas vem ganhando relevância nos últimos anos em razão da premência do debate e da necessidade do setor empresarial abraçar outros valores em um universo com cada vez mais desafios. ESG é mais que uma agenda ambiental e social, embora a tradução livre da sigla signifique environmental, social and governance. No contexto macro, esse debate foi sensivelmente iniciado pela Organização das Nações Unidas há quase dez anos, quando formou com 193 países os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade, de forma igualitária e horizontal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De 2015 para cá, setores de toda a sociedade, incluindo universidades, poderes públicos e universo corporativo vêm prospectando ações e compromissos que garantam a sustentabilidade do planeta para as futuras gerações. A agenda ESG surge nessa esteira, mas focada no mundo corporativo, entendendo que as empresas têm papel fundamental e específico para atingir alguns dos mais relevantes ODS, por lidar diretamente com o capital, oportunizar trabalho e renda a categorias de trabalhadores, espelhar dentro da organização a diversidade e pluralidade da própria sociedade, e garantir a manutenção da cadeia produtiva de forma sustentável e organizada. É possível dizer que empresas orientadas pela prática do ESG incorporam, com mais facilidade, a contribuição com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável — e vice-versa. Importante destacar que implantar a agenda ESG dentro de uma empresa não é tarefa simples, ainda mais quando se trata de setores produtivos tradicionais e seculares, onde sempre imperaram os velhos conceitos de que a obtenção do lucro é a razão de ser de sua existência, e que se há lucro, há emprego e renda como consequências diretas. A sociedade é dinâmica, a urgência do debate sobre o futuro do planeta pede que valores antes considerados secundários se estabeleçam dentro das organizações, em sintonia com o ambiente, com as relações humanas e as diretrizes que garantem a perenidade empresarial nesse contexto. Há um elemento complementar a todo esse debate, que é a percepção, pelo mercado, das empresas que verdadeiramente incorporam conceitos ESG em suas cadeias. Hoje, já é possível medir o valor de uma empresa, no mercado financeiro, pela agenda ESG que ela verdadeiramente implantou de forma vertical em seus fluxos produtivos. Embora haja esse componente financeiro, a exigir mudanças por parte das empresas, é gratificante observar o envolvimento das equipes em programas que pregam, de maneira orgânica, conceitos reais DE ESG. Há uma cartilha de ações a serem desenvolvidas e perenizadas, o desafio maior é dar início a ela.