[[legacy_image_319916]] É compreensível e aceitável que a Polícia Militar não possa destacar um agente para ficar de prontidão em cada esquina, em cada praça, em cada espaço público da região, e quando a população reivindica mais policiamento para o dia a dia não está sugerindo essa medida ao Governo do Estado, certamente. Mas já que a Operação Verão, desencadeada todos os anos no início da temporada, está começando hoje no Litoral do Estado, importante dar destaque a fatos que vêm se tornando corriqueiros e que podem afugentar os turistas e deixar a população local ainda mais em pânico. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Polícia Militar enfatiza que, este ano, serão 2.350 policiais deslocados de outras regiões do Estado para o Litoral, composto por 16 municípios, o que representa uma média de 146 agentes por cidade. É fato que cidades mais adensadas e com maior afluxo de turistas, como as do Litoral Norte e a Baixada Santista, deverão receber um contingente maior. O Estado também anuncia que o reforço se dará nos locais onde há maior concentração de pessoas, como nas praias. Sem dúvida, embora bastante monitoradas por câmeras de segurança e agentes das guardas municipais, as praias têm sido alvo fácil de bandos de criminosos, como se viu recentemente na Praia do Itararé, em São Vicente. Nesse sentido, seria assertivo que agentes do Estado e das guardas civis municipais atuassem em sintonia, cobrindo a maior extensão possível dos territórios. Outro ponto que merece atenção, e que não diz respeito apenas à atuação da PM, é a chamada ‘saidinha’ temporária de presos para as festas de final de ano. Há um ano, mais de 38 mil detentos tiveram direito a esse benefício. Embora a grande maioria deles retorne à prisão ao término do período, é sabido que parte deles vem justamente para o Litoral, onde o fluxo de pessoas é intenso, e nem todos estão imbuídos de bons pensamentos. Um monitoramento mais próximo dessa parcela, especialmente dos que não têm relação familiar com as cidades do Litoral, talvez pudesse desestimular os que não vêm apenas a passeio. As redes sociais estão repletas de flagrantes de assaltos e cenas de violência nas cidades da região em plena luz do dia, praticados a despeito da existência de câmeras de monitoramento dos comércios ou públicas. No sábado, chocou a imagem de um motorista sendo assaltado durante congestionamento na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, bem próximo à Prefeitura de Guarujá. Três homens abordam os ocupantes do veículo por todos os lados, inclusive pelo porta-malas. A audácia cada vez maior dos criminosos e a certeza de impunidade - ou de legislação frágil - reduzem os efeitos de qualquer boa intenção de reforçar o contingente policial nesta época. É preciso mais policiamento, sim, mas também agilidade no atendimento a esses episódios, sintonia entre as câmeras de monitoramente e as centrais de controle operacional e o rigor da lei contra os que praticam os crimes do dia a dia, sejam eles nas praias, nas estradas ou nos bairros.