[[legacy_image_258959]] A Baixada Santista tem sido surpreendida, nas últimas semanas, com episódios de violência e criminalidade que remontam ao período pré-pandemia, e o ponto alto e mais assustador foi o ataque de uma quadrilha a um caixa eletrônico em Guarujá, na madrugada da última quarta-feira. Os estragos na estrutura da agência bancária mostram os explosivos de que dispunham os criminosos. Ninguém foi preso até o momento. Episódios assim ganharam notoriedade há cerca de seis anos, quando uma onda de ataques a agências bancárias dominou o noticiário e provocou mudança no sistema de segurança por parte dos bancos. A polícia identificou alguns dos criminosos e, por meio deles, desbaratou quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. O ocorrido desta semana pode dar pistas de que a onda esteja retornando. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na quinta-feira, em plena Avenida Epitácio Pessoa, em Santos, um homem foi vítima de assalto na luz do dia, reagiu e foi baleado na perna. Episódios assim não são comuns ou corriqueiros em Santos, ainda mais em bairros da zona leste ou intermediária. Os números confirmam a tendência de alta e são bons indicadores de que é preciso adotar medidas preventivas e urgentes, considerando, ainda, que a situação socioeconômica da população brasileira piorou sensivelmente após os anos de pandemia. Pelas estatísticas de criminalidade divulgadas mensalmente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, a comparação de cenários pré e durante a pandemia corrobora a sensação de insegurança. Adotando a cidade de Santos como exemplo, entre janeiro e fevereiro de 2020, antes da decretação da pandemia, furtos e roubos de veículos totalizaram 169. Nos dois primeiros meses deste ano, já são 193. Em igual período de 2021, 147. No item geral de roubos, janeiro e fevereiro de 2020 contabilizaram 406, ante 431 deste ano. Em furtos, foram 868 no mesmo período de 2020, ante 1.014 neste ano. Os dados de março ainda não estão disponíveis no site da secretaria e, além disso, é importante destacar que, dependendo do objeto furtado, muitos cidadãos sequer fazem o registro da ocorrência. Sobre isso, deve-se frisar que o registro de BO é imprescindível, independentemente do bem material, porque é dessas estatísticas que as autoridades definem ações pontuais e as melhores estratégias. Atualmente, o registro eletrônico já está disponível para um leque grande de situações, o que facilita a tomada de providências por parte das vítimas. Os números servem para referendar ou não as impressões. No caso, dão sentido à quantidade expressiva e assustadora de casos que vêm sendo noticiados pela imprensa. É tempo de autoridades estaduais e municipais, além de parlamentares que representam a região, se debruçarem sobre eles e adotarem as melhores providências, que podem vir do reforço no policiamento ou do maior rigor na soltura de criminosos.