É momento de reflexão e conscientização sobre a importância da saúde mental (Imagem Ilustrativa/Reprodução) Setembro começou e o alerta é sempre válido sobre o Setembro Amarelo, momento de reflexão e conscientização sobre a importância da saúde mental, um tema que ganhou ainda mais relevância após a pandemia de covid-19. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que o número de brasileiros com transtornos psiquiátricos disparou nos últimos anos. Depressão, ansiedade e outros distúrbios aumentaram significativamente, afetando milhões de brasileiros. A pandemia, com seu isolamento social, incertezas econômicas e medo do contágio, serviu como catalisador para esses problemas, intensificando o sofrimento mental de muitos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! No Brasil, estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas sofrem de depressão, e aproximadamente 20% da população apresenta algum tipo de transtorno de ansiedade. Esses números alarmantes revelam uma realidade que não pode ser ignorada. A saúde mental é um pilar fundamental para a qualidade de vida, impactando diretamente o bem-estar físico e emocional das pessoas. Além disso, ela tem implicações profundas no trabalho e no desempenho profissional. Estudos demonstram que trabalhadores com problemas de saúde mental têm maior dificuldade em manter a produtividade, o que pode levar a absenteísmo, baixa performance e, em casos extremos, até à incapacidade para o trabalho. Empresas e instituições precisam reconhecer essa realidade e promover ambientes de trabalho que priorizem a saúde mental. Programas de apoio psicológico, políticas de prevenção ao estresse, ao burnout e a promoção de um ambiente de trabalho saudável são essenciais para mitigar esses impactos. As escolas e universidades também precisam estar atentas, na medida em que crianças e jovens são diretamente afetados pelo meio externo e muitos desenvolvem quadros clínicos evidentes de transtornos psicológicos e psiquiátricos. O cenário se agrava com o excesso de exposição às mídias sociais e já há estudos que comprovam essa relação. Tanto para as faixas etárias mais jovens como para adultos e até idosos, o Setembro Amarelo serve, ao final, para também falar sobre prevenção ao suicídio, um tema tratado como tabu durante décadas, mas cada vez mais urgente no campo da saúde. Falar sobre suicídio é algo que toca a todas as camadas sociais, independentemente da condição econômica e de formação. Investir em saúde mental é, portanto, investir em toda a sociedade. O Setembro Amarelo tem essa relevância porque é o primeiro passo de um debate que precisa ir além: é preciso um conjunto de ações concretas. Políticas públicas que ampliem o acesso ao tratamento psiquiátrico e psicológico, campanhas de conscientização sobre a importância da saúde mental e a desestigmatização dos transtornos mentais são essenciais. Afinal, cuidar da mente é cuidar da vida, da produtividade e do futuro de todos.