Imagem Ilustrativa (Pixabay) Mesmo antes da chegada do verão, a Baixada Santista já vive uma crise de abastecimento de água, especialmente nos municípios de Guarujá, Bertioga e São Vicente. O cenário, além de preocupante, exige uma ação imediata e transparente por parte da Sabesp, a concessionária responsável pelo fornecimento de água na região. O período de maior demanda ainda está por vir, e a incerteza quanto à capacidade de a empresa suprir as necessidades básicas da população acende um sinal de alerta para as autoridades e moradores. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! No caso específico de Guarujá, a situação é crítica. Os moradores, especialmente no Distrito de Vicente de Carvalho, têm enfrentado semanas de crise hídrica. A escassez de água impacta diretamente a qualidade de vida da população, atingindo também serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde. A recente vistoria realizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) apenas reforça a gravidade do problema. Diante dessa fiscalização, a prefeitura cobrou da Sabesp um plano de ação para solucionar as falhas no fornecimento de água. No entanto, a falta de previsibilidade e a ausência de uma solução concreta nas respostas da Sabesp deixam a população refém de uma situação que deveria ter sido resolvida há tempos. Em 2021, a empresa havia apresentado à Prefeitura de Guarujá um projeto de construção de um reservatório na Cava da Pedreira, um local estratégico às margens da Rodovia Cônego Domenico Rangoni. A proposta, que prometia ampliar a capacidade de armazenamento de água e mitigar crises como a atual, foi desconsiderada em 2023, quando a licitação para a obra acabou revogada. A construção de um reservatório de água é imprescindível ao Guarujá, especialmente nos momentos de crise hídrica como a atual. Sem reservatório, cresce a demanda nos dias quentes e o atendimento fica restrito à vazão dos rios que abastecem a cidade. Deficiência identificada há décadas, a falta de um reservatório já deveria ter sido equacionada. A população de Guarujá, Bertioga, São Vicente e de toda a Baixada Santista não pode ser penalizada pela falta de planejamento ou lentidão de ações. Importante destacar que a Sabesp firmou com todos os municípios da região contratos longos de concessão pelos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, e eles precisam ser cumpridos nos prazos estabelecidos. Há dois meses, a estatal teve parte de suas ações comercializada na Bolsa de São Paulo, e agora a tarefa principal cabe à principal acionista da empresa, a Equatorial Energia, que precisará assumir esses compromissos. A ausência de soluções eficazes só traz prejuízos à região, tanto com questões relacionadas à saúde e qualidade de vida como à imagem dos municípios, que têm parte de seus atrativos ligados ao turismo de temporada de verão. Não há espaço para adiamentos ou decisões que penalizem a todos.