A Baixada Santista ainda não identificou casos de sarampo neste ano, mas, como há registros de avanço da doença na Capital e no ABC, a melhor resposta é um esforço das cidades da região, que já têm realizado essa imunização, para melhorar a cobertura vacinal contra a doença. Tal medida é de extrema importância contra essa infecção, que teve a circulação de seu vírus interrompida em 2016. Porém, o agente retornou pelo menos dois anos depois. Essa retomada preocupa os sanitaristas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme A Tribuna publicou no último sábado, a cobertura vacinal contra sarampo, considerando a primeira dose, chegou a 87,95% em Santos, variando de 64,53% em Guarujá a 92,77% em Itanhaém. Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a imunização de 95% do público-alvo nas duas doses, índice que impediria que o vírus circulasse no País. A aplicação é feita por meio da tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba, sendo oferecida a partir dos 12 meses, para a faixa de cinco a 29 anos se a vacinação está incompleta, e dos 30 a 59 para quem não tem comprovação de estar imunizado. A preocupação com o sarampo se dá na Região Metropolitana de São Paulo. Uma menina de um ano, de Guarulhos, foi o 15o caso registrado no Estado este ano, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A criança não tem histórico de vacinação, o que assusta, pois algumas décadas atrás os pais tradicionalmente completavam a carteira de vacinação dos seus filhos. A expansão do sarampo, na verdade, não é uma surpresa, pois sua circulação já era preocupante na década passada. Muitos países não realizaram vacinações em massa, enquanto em outros o serviço era cobrado. Além disso, ocorreram surtos e contaminações em larga escala, com a disseminação pelo mundo estimulada pelo aumento do fluxo migratório e até do turismo em larga escala. Segundo especialistas, a queda do registro de casos da doença hoje, em comparação ao do século passado, gerou uma sensação de segurança nos pais de que o sarampo já não é tão grave. Isso levou a um descuido, o que aumenta agora a necessidade de campanhas incisivas. Também se sabe que o movimento antivacina nas redes sociais, com informações falsas e que ameaçam a saúde coletiva, afastou parte da população da imunização. Portanto, é preciso convencer esse público e trazê-lo de volta, com seus filhos, para os postos da rede pública, contando com o apoio das escolas e da medicina privada. Devido ao registro de casos e à aglomeração, principalmente nesta época mais fria e de volta às aulas, a Secretaria Estadual da Saúde recomendou, no caso de Guarulhos, São Bernardo do Campo e a Capital, que toda a população dos seis meses aos 59 anos seja vacinada contra sarampo, incluindo quem já tomou o imunizante. De qualquer forma, a melhor saída, inclusive na região, é procurar o posto mais próximo para conferir se a carteira está incompleta.