[[legacy_image_275086]] A Prefeitura de Guarujá lançará no próximo dia 30 o edital de licitação para parte das obras da primeira fase do Aeroporto Civil Metropolitano, na Base Aérea de Santos, em Guarujá. A autorização foi dada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos. A data para o início dos trabalhos ainda não está prevista e as obras são avaliadas em R\$ 21 milhões, verba do Governo Federal. O valor cobrirá gastos com reforço da pista e regularização das faixas, drenagem, cercamento e colocação de barreiras de proteção da fauna. Ainda de acordo com a Prefeitura, haverá um segundo edital em breve, para as obras do terminal de passageiros, cujo projeto está sendo revisto pela Infraero, que assumiu o assessoramento técnico e estrutural do aeroporto em 2021. Não é preciso dizer quão esperado é esse aeroporto não só para Guarujá, como para toda a Baixada Santista. O tema é motivo de debates, iniciativas, anúncios, projetos e um sem-número de mobilizações de prefeitos e empresários há mais de 40 anos, mas nunca saiu do papel, ora por impeditivos com a própria Aeronáutica, ora por questões ambientais, ora por editais desertos e risco de judicializações. Agora, porém, tudo indica se tratar da fase final para que o tão sonhado aeroporto metropolitano entre em funcionamento. Importante destacar que já há uma sinalização antiga por parte da aviação comercial sobre o interesse de operar rotas nacionais a partir de Guarujá. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, entidade que representa o segmento comercial de passageiros e cargas, tão logo fiquem prontas as obras estruturais do aeroporto e do terminal de passageiros, há condição de colocar em funcionamento, de imediato, aviões de pequeno porte, tipo Caravan, seguidos depois por modelos ATR, com capacidade de até 72 passageiros. Em dois ou três anos, viriam para a região aeronaves maiores, como Boeing, Embraer e Airbus, sempre com destinos domésticos ou conexões para rotas internacionais. O aeroporto de Guarujá está no pacote de voos regionais previstos pela aviação comercial no programa assinado com o Governo do Estado e as empresas aéreas, em troca da redução de ICMS sobre o querosene de aviação. Ao baixar de 25% para 12% a incidência do imposto para esse combustíveis, o Estado exigiu a ampliação da malha aérea em regiões não atendidas até então. Segundo a entidade, tão logo as obras estejam prontas, é possível implantar os primeiros voos em até 90 dias. Para a Baixada Santista, a existência de um aeroporto comercial será fator importante no fomento ao turismo, especialmente de negócios e eventos. Além disso, cria-se uma cadeia de produtos e serviços antes inexistentes, gerando novos empregos e renda. Que o edital seja, de fato, o ponto final de uma história de letargia e inação, e o ponto de partida para um novo e bom momento da Baixada Santista.