Ouvidos por A Tribuna em edição especial que circula neste domingo (27), representantes de alguns dos principais segmentos da sociedade falam sobre suas expectativas para o próximo ano. O questionamento, que invariavelmente ocorre nos principais veículos de comunicação nesta época do ano, tem, agora, um motivo a mais. Afinal, desde o início de 2020, vive-se sob um período de incertezas e tragédias com a pandemia do novo coronavírus. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Por essa razão, o especial Perspectivas 2021 ouviu setores da Educação, Construção Civil, Indústria e do Turismo, áreas que, como as demais, amargaram o estágio de restrições impostas pelas autoridades, todas elas vitais para a contenção da covid-19. Desde março, início da pandemia no Brasil, a sociedade teve que encarar uma realidade novíssima, sem precedentes na história: uma doença que não cedia, mesmo com as medidas em curso. Com a vacina batendo à porta, a atmosfera sombria vai se dissipando, embora não se deva baixar a guarda. Se é conveniente evitar o otimismo exacerbado, igualmente é recomendável rechaçar o pessimismo paralisante. É com este enfoque que o setor industrial opera, por exemplo, ao antever um terreno promissor para 2021, diferentemente das incertezas que tangenciaram este conturbado ano que chega ao fim. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já estima um avanço de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, e, na mesma esteira, a construção civil também enxerga novos horizontes e entende que a procura por imóveis será a tônica do segmento. A área da Educação, que igualmente vivenciou um quadro dramático, teve de se reinventar: professores, alunos, gestores e pais começaram um processo de aprendizagem geral, com o computador fazendo parte da rotina de ensino. As escolas, por meio de seus representantes, apostam na volta das aulas presenciais e na adaptação do sistema híbrido. As falhas que ocorreram ao longo de 2020 serviram como experiências, porque todos foram apanhados de surpresa. A imunização será o divisor de águas neste inédito episódio sanitário global. O Turismo, enquanto vocação natural da Baixada Santista, se destaca como uma das alavancas da economia regional. A pandemia interrompeu sonhos mas não os destruiu. A pesquisa o Novo Viajante, realizada pela Interamerican Network e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), prevê uma valorização dos roteiros nacionais. Segundo o levantamento, 51% dos brasileiros querem viajar pelo País, o que é um bom indicativo. Como se vê, o pessimismo quase generalizado de meses atrás - com pitadas de razão, é bom que se diga - vai perdendo espaço para o renascimento da esperança. E esta vem materializada na tão sonhada vacina, há meses sendo testada e produzida por laboratórios idôneos mundo afora. O que a sociedade espera é sintonia, responsabilidade e organização no processo de imunização. É o mínimo que se exige.