[[legacy_image_344986]] Não é apenas sobre chegar à marca histórica de 130 anos de circulação diária. Também não é apenas sobre ir agregando ao jornal impresso, ao longo das décadas, outras formas de levar informação e formação. Não é sobre manter um grupo de comunicação na mesma família por tantos anos, geração após geração. A Tribuna completa hoje 130 anos, um feito que jamais seria possível se os valores pensados e construídos no final de século 19 não estivessem presentes ainda hoje. Empresas nascem e morrem todos os dias, desde sempre e em todas as atividades humanas, e para as que têm o jornalismo como carro-chefe, o desafio é permanecer relevante e desejado em um país que nem sempre enxerga na imprensa a principal ferramenta na construção do desenvolvimento de uma nação, na manutenção da justiça e da democracia. “Liberdade de imprensa, lembremos, é composta por dois substantivos. Junto com a liberdade é preciso também uma imprensa saudável, vigorosa, independente, capaz de resistir a pressões para deixar de cumprir seu papel na sociedade. Infelizmente, temos assistido com triste frequência a comunidades inteiras deixarem de contar com um veículo de jornalismo profissional, ampliando o que passou a se chamar de desertos de notícias. Neste vácuo, germina a desinformação e se enfraquece a vigilância das comunidades sobre os poderes públicos”, disse Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), na semana passada, em evento comemorativo pelos 130 anos de A Tribuna realizado no Grupo Tribuna. Marcelo Rech se refere ao bem maior que se extrai de um jornal que completa 13 décadas: a informação, produto mais relevante em uma sociedade dinâmica, onde convivem interesses diversos e nem sempre republicanos. A história de A Tribuna se mistura à própria história da Baixada Santista, visto que acompanhou de perto, de forma permanente, todo o desenvolvimento econômico, o desmembramento das cidades, a construção dos pilares da economia, o crescimento de sua população e todos os desafios que vêm junto. Ao completar 130 anos, A Tribuna olha para trás com a visão holística de quem acompanhou, noticiou e analisou os principais marcos da trajetória da região, do Estado e do País, mas também olha para frente com a certeza de que sua missão é antecipar tendências e alertar população e poderes públicos sobre o que está por vir. A tecnologia impacta fortemente todas as cadeias produtivas da sociedade, e com a imprensa não é diferente. Veículos impressos, hoje, têm papel distinto do que tinham há duas, três ou quatro décadas, mas o que não muda é a responsabilidade em levar informação correta, isenta e plural. Nada mantém a longevidade de uma empresa se seus valores não estiverem alinhados à defesa de seu público. Foi assim que A Tribuna chegou até este 26 de março. É assim que se manterá pelos próximos anos.