[[legacy_image_158455]] A falta de profissionais especializados para estudantes com deficiência nas escolas públicas é um problema recorrente no País, mas a legislação prevê a inclusão dessas crianças e adolescentes na rede de ensino e as autoridades da educação precisam trabalhar nessa frente. O esforço é por contrariar preconceitos e métodos ultrapassados e enfrentar a insuficiência de recursos, uma falha do Brasil nessa área. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na região, pais e representantes do Conselho Tutelar e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobram da Secretaria de Educação de São Vicente equipes de apoio capacitadas nas salas de aula da cidade para as crianças especiais. Conforme A Tribuna publicou ontem, os entrevistados afirmam que essa situação compromete a aprendizagem dos alunos com deficiência e, por isso, decidiram procurar o Conselho Tutelar e a OAB. A ideia é, por meio da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente, recorrer ao Ministério Público Estadual para exigir uma resposta da Prefeitura. Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação respondeu que há profissionais de apoio nas escolas sem redução de número, mas que a demanda aumentou neste ano. A promessa é de que mais atendentes e estagiárias de Pedagogia começariam a trabalhar ainda nesta semana. Porém, pelas declarações das famílias representadas pela Associação de Mães Especiais, Filhos Especiais (Amefe), a cobrança não é só pela quantidade de profissionais nas salas de aula, mas por mais qualidade nos serviços públicos, com pessoas devidamente capacitadas conforme a lei e pelos métodos os mais adequados para a aprendizagem dos estudantes com deficiência. A presidente da Amefe, Cleide Lima, é contra salas especiais que possam segregar as crianças na escola e defende o ensino mais inclusivo, com auxílio de servidores especializados na tarefa. Pedagogos lembram que o atendimento precisa abranger a diversidade deste público, como crianças com deficiência visual ou auditiva, mental ou com dificuldades de locomoção, levando ao gestor o desafio de estimulá-las a atingir seu melhor desempenho. Pela dimensão do trabalho a ser realizado, admite-se que é um desafio às prefeituras. Para isso, as escolas precisam de materiais pedagógicos e profissionais especializados, assim como instalações adequadas, por exemplo, e carteiras adaptadas. Com uma demanda que deve crescer à medida que os pais percebam os direitos de seus filhos a um ensino de qualidade, os governos precisam desenvolver planos bem delineados e de longo prazo de execução. Porém, o baixo investimento em educação no Brasil é uma triste realidade e os representantes de órgãos de defesa dos interesses das crianças devem fazer muita pressão para conseguir resultados concretos. O que não pode ser admitido é manter as crianças especiais, em pleno século 21, excluídas da sociedade e sem os modernos métodos de aprendizagem.