O Centro Paula Souza (CPS), ligado ao Governo do Estado e que responde pelas Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs), deu esta semana mais um passo no sentido de definir um local permanente para instalar as Etecs Aristóteles Ferreira e Escolástica Rosa e a Fatec Rubens Lara, em Santos. Todas essas unidades funcionavam no extenso terreno que ocupa quase uma quadra na Aparecida, com frente para as avenidas Epitácio Pessoa e Bartolomeu de Gusmão. Em 2018, a Etec Escolástica Rosa deixou o antigo casarão da praia e passou a ocupar imóvel alugado na Vila Mathias, mesmo local para onde foram transferidos os alunos da Fatec. Restou definir apenas a Etec Aristóteles Ferreira, que permaneceu no antigo endereço, apesar das condições precárias do prédio, necessitando de reformas e reestruturação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A intenção do Centro Paula Souza é permutar toda a extensão da área na Aparecida com um empresário que queira construir três unidades novas e modernas para acolher os alunos das duas Etecs e da Fatec. Em princípio, a intenção do CPS é que os alunos das Etecs fiquem no Campo Grande, e os estudantes da Fatec na Vila Mathias. Esta semana, o CPS publicou portaria instituindo comissão técnica para avaliar e selecionar as inscrições que chegaram dos empresários interessados, avaliando as melhores propostas e se todas as premissas financeiras e de infraestrutura estão sendo atendidas. Permutas dessa natureza são possíveis no mercado imobiliário, em especial quando se considera que uma das partes é do setor público, detentor de áreas próprias em bairros nobres, mas nem sempre com valores em caixa para mantê-los em boas condições ou adquirir lotes e construir novas unidades. Em uma cidade dinâmica e com movimentos urbanísticos constantes como Santos, essa pode ser uma boa oportunidade para conciliar diversos interesses, sem prejuízos ao corpo docente ou discente, e uma dessas oportunidades tem nome: ocupação da área central, que dispõe de boa infraestrutura, transporte público farto, agora enriquecido com a operação integral da segunda linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), e centenas de imóveis à espera de um novo uso e de áreas disponíveis para a edificação de prédios modernos e estruturados para servir à educação. Embora a questão envolva apenas dois entes, o privado e o Governo do Estado, é possível colocar na mesa para debate os órgãos municipais, que têm promovido movimento intenso de reocupação da área central. Importante dizer que já estão nesse trecho da Cidade unidades da Unifesp e da Diretoria de Ensino, e a vinda de centenas de estudantes das Etecs e Fatecs contribuiria para a instalação de outros serviços, como as moradias estudantis. Conciliar interesses em benefício dos entes envolvidos é positivo e desejado, mas quando essa conciliação encontra e acolhe uma demanda urbana tão cara para Santos como a reocupação da área central, o resultado é excelente para toda a coletividade.