[[legacy_image_233935]] Esta sexta-feira (30) é um dos dias mais difíceis da história do Jornal A Tribuna. Mais do que perder Pelé, perdemos um pedaço de nós mesmos. Foram praticamente 70 anos acompanhando cada passo do maior nome da história do esporte mundial. Um orgulho que nem todos podem ter. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pelé, para nós, também era Edson. O Edson estudante mais famoso da história da Fefis. O Edson que levava a filha Jennifer para tomar vacina no postinho. O Edson que jogava bola no quintal de casa, na Ponta da Praia, com o filho Edinho. Tivemos a honra de acompanhar cada passo do menino de sorriso fácil, filho da Dona Celeste e do Seo Dondinho, até que se tornasse o Rei do Futebol, multicampeão pelo Santos Futebol Clube, pela seleção brasileira e o maior embaixador brasileiro de todos os tempos. Edson ou Pelé, tanto faz, sempre nutriu um grande carinho pelo Grupo Tribuna. Relação essa que foi construída quando Giusfredo Santini era diretor-presidente do jornal, entre 1959 e 1990, mantida com Roberto Mário Santini, até sua morte em 2007, e que continuou com a geração atual, formada pelos atuais diretores Roberto, Marcos, Renata e Flávia Santini. Nessas décadas, estivemos com Pelé nos quatro cantos do planeta. Até mesmo durante a excursão a países da África em 1969, quando, já um astro do esporte internacional, o camisa 10 do Santos literalmente parou uma sangrenta guerra que acontecia na Nigéria, fato esse que entrou para os livros com as mais belas crônicas do esporte. Nossas lentes flagraram a história no momento em que ela era feita. Estávamos no Maracanã, no inesquecível 19 de novembro de 1969, uma quarta-feira, quando Pelé, até então com 999 gols na carreira, pegou a bola para bater o pênalti do milésimo contra o Vasco e fez seu mais famoso discurso que começou com um “pelo amor de Deus, o povo brasileiro não pode esquecer das crianças”. Pelé transcende gerações. Pelé transcende rivalidades. Pelé transcende até o verbo transceder. Um gênio da bola. Um atleta de outro planeta. Um futebolista incomparável. Uma lenda que, fora do Brasil, sempre foi tratada, de forma merecida, como uma mistura de chefe de Estado com uma superestrela hollywoodiana. O legado de Pelé jamais será esquecido. Nós, como um dos grupos de comunicação mais antigos e tradicionais do País, temos o dever de manter essa história viva, celebrando, geração após geração, a vida de Edson Arantes do Nascimento, para que nunca seja esquecida a sua contribuição esportiva e social para o nosso País. Neste momento tão triste, nos resta agradecer pela oportunidade de termos contado, tão de perto, um dos capítulos mais belos da história do esporte brasileiro. O Grupo Tribuna, por meio de seus acionistas, diretores e todos seus colaboradores, se solidariza com a família de Pelé neste momento tão difícil. Obrigado, Rei!