[[legacy_image_324892]] A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) mantém como meta a entrega da obra da expansão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em julho, conforme publicado segunda-feira (7) em A Tribuna. O prazo chama a atenção pelo atraso de mais de um ano em relação à previsão inicial, quando os trabalhos começaram em setembro de 2020 e a conclusão era esperada para março de 2023. Além disso, a instalação do VLT atingiu agora 54,3% da execução do projeto, lembrando que em novembro A Tribuna divulgou que o cumprimento dos trabalhos havia atingido 47% do total. Portanto, a expectativa de concluí-lo em apenas seis meses é muito apertada e um desafio à EMTU. De qualquer forma, espera-se que a promessa seja cumprida não só pelos transtornos que uma interferência dessa nas vias públicas causa, mas principalmente pela importância do VLT para o transporte público da região, em especial Santos e São Vicente. Neste momento, as frentes de trabalho do VLT atuam no Centro, Paquetá e Vila Nova, com destaque para a Rua João Pessoa, na altura da Praça dos Andradas. A EMTU é uma empresa estadual, mas o trabalho depende de uma profunda interação com a Prefeitura de Santos devido à interferência no sistema viário convencional e à necessidade de realizar monitoramento e bloqueios no trânsito. O Município afirma que recebe da EMTU um cronograma para a execução dos trabalhos, com o qual a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) faz as interferências nas ruas. A preocupação é com o rápido andamento das obras, pois eventuais novos atrasos ampliam os transtornos aos motoristas, moradores e, principalmente, comerciantes, que no caso do Centro dependem da facilidade do acesso dos clientes e de outros bairros à região central para não perderem vendas. Compreende-se que, para a implantação desse importante empreendimento do transporte público, são necessários os entraves causados por obras, mas a celeridade é fundamental para o bem-estar da sociedade. Além disso, a própria demora para a conclusão expõe a parte já concluída à deterioração do tempo, pela exposição dos trilhos à movimentação do trânsito. Questionada, a EMTU afirma que faz manutenção para esse fim e que há a possibilidade de trocar o material se necessário. O VLT será muito benéfico aos moradores, em especial os trabalhadores do Centro, e também à população de Santos e São Vicente, que terá uma rede mais ampla para usufruir. Após investimentos de R\$ 235 milhões, a capacidade prevista é de 35 mil passageiros diários - o aumento da frequência ao sistema é importante para o sucesso do VLT, pois é um meio de transporte de massa. Sua vantagem é o conforto ao usuário e a possibilidade de reorganizar o sistema viário das duas cidades. Além disso, o VLT serve de exemplo para todo o País pela importância de retomar mais projetos de trens, sejam urbanos ou entre cidades, mesmo distantes.