[[legacy_image_347143]] Em tempos nos quais os alertas para os cuidados com a saúde estão por toda a parte, é de se lamentar que os dados sobre obesidade só piorem. De acordo com o mais recente Atlas Mundial da Obesidade, divulgado no ano passado pela Federação Mundial de Obesidade (WOF), uma em cada sete pessoas no mundo todo é considerada obesa. E até 2035, nesse ritmo, a relação será de uma para quatro. O número equivale a quase 2 bilhões de pessoas. No Brasil, 41% dos adultos lidarão com o sobrepeso, conforme as projeções. Cientificamente, a obesidade se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura no tecido adiposo. Ela é classificada como uma patologia crônico-degenerativa e inflamatória que pode ocorrer por má alimentação, fatores metabólicos, hormonais, genéticos e psicológicos, além do sedentarismo. Dela decorrem complicações como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas e refluxo gástrico, entre outras. Não bastassem os males que provocam no cotidiano das pessoas, a obesidade também tem grande impacto nas finanças das nações. Somando despesas do tratamento, as cifras podem chegar a US\$ 14,7 bilhões em 2025 e US\$ 19,2 bilhões em 2035 somente no Brasil. Já o impacto financeiro global pode chegar a US\$ 48,3 bilhões em 2025 e US\$ 75,8 bilhões em 2035. Com os hábitos – não só os alimentares, mas de vida em geral – se transformando de maneira atropelada, o problema não encontra limites. De acordo com o Atlas, o número de crianças com sobrepeso pode mais que dobrar até 2035 (em relação aos níveis de 2020), o que significa que 400 milhões delas serão obesas em 12 anos. Para o Brasil, o crescimento anual projetado é de 4,4%, o que a WOF também classifica como nível de alerta muito alto, já que pode levar a múltiplas complicações associadas à doença. O ganho de peso também está diretamente ligado à piora da qualidade das refeições. Dados apontam que o brasileiro teve uma alimentação menos saudável. O consumo de feijão pelas famílias, por exemplo, caiu de 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016. Para mudar o panorama, a atenção primária ou tratamento preventivo é fundamental. Programas de alimentação e atividade física, que incentivem as pessoas a adotar uma dieta balanceada e a praticar exercícios regularmente, têm importância decisiva. De acordo com informe do Hospital Albert Einstein, nos casos em que a doença já virou uma realidade, é imprescindível buscar ajuda médica para entender as causas específicas e receber orientações sobre qual é o melhor caminho para o tratamento. Nesse sentido, é preciso ressaltar os perigos da automedicação para emagrecer. Além de muitos dos remédios disponíveis no mercado não serem funcionais, também podem provocar efeitos colaterais sérios e que pioram a situação do paciente.