[[legacy_image_234305]] A prévia do Censo 2022, divulgada na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a Baixada Santista teve perda de quase 62 mil habitantes em relação à projeção do ano passado, totalizando agora 1,835 milhão de habitantes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O recuo não preocupa nem mesmo para a repartição de recursos federais e estaduais. Apesar de isso ser feito com base na população, há outros critérios a serem considerados na distribuição das verbas, sendo o principal o do valor adicionado (valor que os bens e serviços adquirem após a transformação em um processo produtivo). Entretanto, o resultado do levantamento populacional, que está atrasado, é fundamental para o planejamento das prefeituras, por exemplo, para a saúde e a educação, ou para a realização de pesquisas de mercado que as empresas utilizam para fazer seus investimentos. De acordo com o IBGE, a projeção para Santos é de 414 mil habitantes, confirmando que a população da Cidade permanece estagnada desde os anos 1980 na faixa dos 400 mil habitantes. Esse fenômeno não significa um problema, pois ele tem se repetido no País e em vários países do mundo com as sedes das regiões metropolitanas, geralmente com pouco espaço para crescer e com um custo de vida mais caro, gerando migração e expansão dos municípios periféricos. O baixo crescimento populacional reduz o custo dos serviços públicos, o que é positivo, desde que essa estagnação não seja reflexo de uma decadência econômica, como a fuga de grandes empresas sem substituição por novas atividades. Na Baixada, o destaque é Praia Grande, que, na projeção para este ano, tem 344 mil habitantes, superando São Vicente, com 334 mil. Muito espaço para crescer e preço de imóveis mais acessíveis explicam a expansão de Praia Grande, que não é recente. O Município tem conseguido investir em sua infraestrutura, o que impede de se transformar em bolsão de miséria, algo muito comum em cidades que avançam rapidamente nas áreas metropolitanas. O resultado definitivo do Censo está atrasado, mas essa demora está concentrada em 111 cidades, de um total de 5.570 no País, sendo que os casos mais graves são de municípios de maior porte, como São Paulo, Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro. Por isso, é esperado que os dados da região não sejam muito diferentes do que A Tribuna publicou na última quinta-feira. De qualquer forma, com os dados atualizados, as prefeituras terão melhores condições de desenvolver suas políticas públicas, lembrando que o IBGE divulgou apenas projeção do dado total. Falta ainda ter acesso a informações específicas sobre o perfil das famílias, desde a renda e a habitação até a formação escolar e a saúde. Apesar do atraso prejudicar a comparação dos dados a cada década – o Censo anterior foi feito em 2010 –, será possível compreender os impactos da covid-19 e da digitalização das tecnologias na sociedade.