[[legacy_image_212017]] Como em uma final de Copa do Mundo com a seleção canarinho em campo, o Brasil acompanhou ontem, minuto a minuto, a apuração das eleições gerais, uma das mais disputadas e para as quais todas as atenções - inclusive internacionais - estavam voltadas, como há muito não se via no País. Havia alguma expectativa sobre eventual vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, o que não ocorreu. Em relação ao Governo do Estado, confirmou-se o que já indicavam as pesquisas: segundo turno entre o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A campanha do ex-presidente Lula vai para o segundo turno com mais desafios do que se imaginou enfrentar, dada a diferença apertada para o presidente Jair Bolsonaro (PL), de apenas 6 milhões de votos, número pequeno em relação, por exemplo, às eleições de 2018, em que a distância entre ele e o então candidato petista Fernando Haddad era de 19 milhões de votos. Não é possível fazer qualquer prognóstico sobre o que será das urnas no segundo turno. É prematuro definir para onde migrarão os 5 milhões de votos da candidata Simone Tebet (MDB) e os 3,5 milhões de Ciro Gomes (PDT). Ainda assim, os resultados de ontem apontam para alguns possíveis recados. Para a campanha petista, estratégias como o “vira-voto” e o voto útil podem não ter sido bem interpretadas pelos eleitores. Para o estafe do presidente Jair Bolsonaro, será preciso, agora, encontrar outros argumentos para além de colocar em dúvida o sistema eleitoral, a apuração dos votos e até mesmo as pesquisas, que sempre indicaram a possibilidade de haver segundo turno. Para ambos os candidatos, essa nova etapa será, nas próximas quatro semanas, a grande oportunidade de apresentar seus projetos e planos para reverter os verdadeiros problemas do País: crise inflacionária, energética e de alimentos, inflação, fragilidade na relação entre os poderes, má imagem do País no exterior, entre outros. Na esfera estadual, as urnas seguiram o que as pesquisas apontavam: segundo turno entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, colocando fim a uma hegemonia tucana que já durava quase três décadas em São Paulo. O ponto alto do pleito de ontem se dá para a Baixada Santista, que aumentou sua representatividade tanto na esfera estadual quanto na federal. Para a Assembleia Legislativa, a bancada permanece com cinco deputados. Em Brasília, a região salta de dois para quatro. A história tem mostrado que não é a quantidade de deputados nas duas esferas que garante mais visibilidade às demandas locais, mas a união de forças e a vontade política de sublimar os interesses pessoais em benefício do coletivo. Assim tem sido verificado em outras regiões metropolitanas. Os eleitores fizeram sua parte. Agora, seus nove representantes terão, a partir de 2023, a tarefa de devolver o voto em forma de empenho e trabalho.