[[legacy_image_295507]] Confirmada a troca no comando do Ministério de Portos e Aeroportos, a ser concretizada na próxima semana, resta a expectativa em torno do pronunciamento do futuro ministro, o deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), sobre planos, projetos e iniciativas, em especial para o Porto de Santos. O anúncio da saída de Márcio França do ministério foi feito na noite de quarta-feira, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. As trocas, classificadas pelo Planalto como minirreforma, atingem duas pastas e têm, na verdade, o objetivo de consolidar o apoio do Centrão na Câmara dos Deputados. Além de Portos e Aeroportos, a troca atinge também o Ministério do Esporte, com a saída da ex-jogadora Ana Moser e a entrada do deputado federal André Fufuca (PP-MA). Para Márcio França, foi oferecido um novo ministério, a ser criado na esteira da minirreforma, o das Micro e Pequenas Empresas. Por mais que todo o complexo portuário brasileiro e a cadeia de aeroportos civis estejam no guarda-chuva do novo ministro, o destaque da pasta é, sem dúvida, o Porto de Santos, fundamental para o escoamento dos bens e mercadorias produzidos na sua área de influência, que abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de representar pilar importante para a importação, já que sua geografia favorece grande parte do mercado consumidor brasileiro. Os números superlativos do Porto de Santos e seu potencial legitimam a preocupação de lideranças, operadores e usuários do complexo santista diante da troca de comando no ministério. Márcio França vinha conduzindo, de maneira próxima e democrática, temas de grande relevo para o futuro do Porto e da Baixada Santista: túnel submerso entre Santos e Guarujá, aeroporto civil metropolitano, dragagem de aprofundamento, construção das perimetrais da Margem Esquerda e outras obras de infraestrutura necessárias para garantir ganho de eficiência com melhor logística nas operações. Trocas de comando são parte de qualquer governo, todos sabem, mas preocupa quando elas atingem setores estratégicos para a economia do País. Guardadas as devidas proporções, o impacto na área de Portos e Aeroportos não se compara ao Esporte, embora políticas públicas de fomento e estímulo aos atletas sejam fundamentais em um país com tantas desigualdades. É importante que o novo ministro se aproprie com rapidez de todas as ações que vinham sendo conduzidas e pactuadas por Márcio França junto a operadores, armadores, trabalhadores do cais santista e também com as lideranças municipais da região. Nesse momento, destaque especial aos parlamentares da Baixada Santista, que precisam, mais do que nunca, fazer a devida interlocução com o novo ministro para resguardar e ampliar os avanços não do Porto de Santos, mas do Porto do Brasil.