[[legacy_image_95886]] A queda da internação pela covid-19 na maioria das cidades da Baixada Santista ao menor nível deste ano é a comprovação da eficácia da vacinação contra a doença. Por isso, é fundamental que as equipes de saúde municipais fechem o cerco aos imunizados apenas com a primeira dose para que tomem a segunda. Espera-se ainda que os resultados positivos da cobertura vacinal em expansão convençam os avessos aos imunizantes. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Conforme reportagem de A Tribuna da edição de ontem, Santos, São Vicente. Praia Grande, Itanhaém e Peruíbe atingiram os menores índices de internação desde janeiro, enquanto Bertioga, Cubatão, Guarujá e Mongaguá conquistaram pelo menos baixas taxas de ocupação. Em Santos, a primeira dose já foi aplicada em 78% da população e a completa em 43%. Na cidade, 22% dos 537 leitos de enfermaria eram utilizados na terça-feira, com 27% das 290 vagas de UTI também em uso. Outra conquista importante é o teste do antígeno, que agora fica pronto em 15 minutos, ao invés dos dez dias com o anterior. Com esses exames, as autoridades sanitárias santistas conseguem detectar mais rapidamente eventual onda de infecção e até oferecer uma retaguarda a tempo em caso de potencial gravidade. O percentual de ocupação da enfermaria e UTI de São Vicente e Praia Grande é parecido ao de Santos e ronda a cada dos 20%, enquanto em Peruíbe não havia ninguém internado e Itanhaém estava com a UTI desocupada na última terça-feira. A média de mortes diárias da região também recuou. Entre os dias 18 a 24, os óbitos caíram 23% em relação ao dia 10 – de 13 registros antes, agora são dez. Entretanto, essa perda de vidas a cada 24 horas ainda é elevada e, por isso mesmo, não há qualquer motivo para relaxar os cuidados pessoais. Aliás, a responsabilidade de cada um para evitar a disseminação do vírus ficou maior ainda, porque as autoridades flexibilizaram as regras dos estabelecimentos e a própria circulação aumentou nas ruas. Os riscos de contágio até podem crescer, pois a retomada da economia vai empregar mais gente, resultando em transporte público com mais passageiros e convívio de colegas de trabalho. A lição que chega da Ásia, Oceania, Europa e Estados Unidos é de que mesmo com uma cobertura entre 50% e 80% da população com a imunização completa, o coronavírus, agora por meio da variante Delta, consegue se espalhar. Além disso, há dúvidas sobre o tempo de duração da eficácia das vacinas e é esperado que as campanhas sejam retomadas no próximo ano. No caso da Delta, não se deve confiar que a cepa terá uma disseminação mais branda no Brasil – porque o país seria privilegiado neste caso, se o resto do mundo passa pelo problema da volta das infecções? A única forma de contrariar essa lógica é apertar o passo da imunização, trabalho que depende da disponibilidade de doses – trata-se de um desafio, pois a demanda mundial por doses ainda supera a oferta.