Presidente disse que o crime organizado está crescendo, é poderoso e "está envolvido em todos os setores da sociedade" ( Agência Senado ) A saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impactou o País pela importância óbvia de seu cargo, porém, coincidindo com um momento de decisões importantes no Congresso, como reforma tributária e trâmite do plano de corte de gastos, fundamentais não só para a economia, como para as eleições de 2026. Uma prova do susto com Lula foi a impressionante queda do dólar no fim da tarde de quarta-feira, quando saiu a notícia de que o petista passaria por novo procedimento hospitalar. A correlação da informação, sinalizando gravidade, com a desvalorização do câmbio trouxe uma impressão bem desagradável sobre como a Faria Lima, avenida que centraliza as decisões do mercado financeiro, viu a situação do presidente. Porém, um operador do mercado disse que não se tratou de rejeição ou de desejar mal a ele, mas que o setor “precifica” (ajuste das cotações e juros futuros, a uma nova situação) a expectativa de mudança de rumo na economia por fatos ou decisões relacionados ao governo. Isso também indica que o núcleo central do governo, formado pelo próprio presidente e a Casa Civil, a influente primeira-dama Janja, e a Comunicação Social precisam a partir de agora ter um protocolo eficiente para divulgar informações sobre a saúde de Lula. Afinal, qualquer ida ao hospital para exame de rotina vai causar apreensão. Portanto, será necessário informar à imprensa com precisão, pois o silêncio, além de estimular boatos, não impede os jornalistas de trabalharem, pois são eficientes em busca informações nos bastidores, principalmente em Brasília. Há também notícias de disputa na divulgação do governo entre Janja e a Secretaria de Comunicação, segundo o portal UOL, o que se tornou mais evidente com a saúde de Lula. Como o próprio petista reclama da ineficiência da comunicação de suas realizações, o melhor seria reorganizar essa atividade, corrigindo esse conflito, pois detalhes relacionados à presidência podem causar estragos na economia e na política. Não se trata de cobrar exposição de Lula em tratamento, mas apenas para relembrar que, no governo passado, Jair Bolsonaro aparecia em cama ou corredor hospitalares postados nas redes sociais, abastecendo a imprensa e seus admiradores. As intervenções hospitalares de Lula, apesar da preocupação que provocaram, foram previstas pelos médicos, em outubro, quando o presidente se acidentou no banheiro. Eles afirmaram que esse tipo de batida da cabeça poderia ser seguida de novo sangramento, que se consumou agora. Segundo a equipe que o atendeu, Lula se recupera bem. De qualquer forma, sua internação, aos 79 anos, gera preocupações parecidas com as direcionadas a Joe Biden, de 82, pela idade avançada, o que também já foi aventado em relação a Donald Trump, de 78. Isso amplia a importância do vice, e a confirmação de Geraldo Alckmin ou de outro nome na chapa de Lula, caso ele se candidate, será observada com muito mais interesse daqui para frente.