[[legacy_image_211639]] Em um pleito disputadíssimo, de muitas tensões e desfechos que geram ansiedade, o eleitor tem amanhã mais uma vez um dia decisivo para traçar o futuro da região, do Estado e do País para os próximos anos. A eleição presidencial centraliza o noticiário e as discussões nas redes sociais, mas é preciso dar atenção para os candidatos a governador, senador e deputados federal e estadual. Em relação a estes cargos, segundo pesquisas, ainda há muitos indecisos (em pontos percentuais até dez vezes maior do que indecisos para presidente), principalmente na escolha de parlamentares. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O pouco tempo que resta para retornar às urnas ainda pode ser aproveitado para se informar melhor, conferir as propostas e compará-las e identificar um nome à altura de representar democraticamente os brasileiros nos legislativos federal e estadual. A internet, apesar de ser muito mal utilizada e sendo empregada para fins poucos nobres, é uma ferramenta importante para conhecer os planos do seu candidato, evitando notícias falsas e promessas descabidas e de baixa probabilidade de realização. Demora, corrupção e distanciamento dos anseios da população são falhas graves e antigas na área política, mas cabe ao eleitor, por meio das urnas, combater as deficiências, por mais que isso seja difícil. A escolha de um bom Parlamento é fundamental, principalmente agora, porque o Legislativo está mais atuante e influente, em detrimento do Executivo. Segundo projeções do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que há três décadas monitora a tendência da composição da Câmara, o PL, partido do presidente, deve eleger de 70 a 80 deputados e o PT, de 65 a 75, em uma casa de 513 vagas. O Centrão persistirá com uma grande força, com quase 300 cadeiras, enquanto as bancadas ruralista, evangélica e da segurança pública, entre outras, também continuarão influentes, um sinal de que as siglas não controlam tanto o Parlamento como antes. Conforme o Diap, a renovação será reduzida e o Congresso se mostrará mais do mesmo, liberal na economia e conservador nas pautas sociais. Por isso, a eleição é um excelente momento para o cidadão decidir se concorda com o perfil atual do Parlamento ou se é hora de transformá-lo, mas em hipótese alguma se deve perder a certeza de que a democracia e o voto são os meios para melhorar as vidas dos brasileiros e almejar conquistas. O sistema não é perfeito, mas é o próprio eleitor que pode corrigi-lo, assim como cobrar mais investimentos em educação, saúde e segurança pública e transparência na gestão dos recursos públicos, com um combate sério à corrupção. Também se espera que o povo brasileiro se dirija amanhã aos locais de votação em um clima de paz, sem agressões motivadas pela radicalização ou diferença de opiniões. A violência política é inimiga da democracia e dos procedimentos eleitorais.