[[legacy_image_163741]] O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Baixada Santista de 6% no ano passado mostra uma oportunidade de atravessar 2022 em um ritmo mais acelerado. O impacto das sanções decorrentes da invasão da Ucrânia pela Rússia, de prolongar uma escalada inflacionária devido à subida do petróleo e do trigo, pode causar efeito contrário, assim como a manutenção dos juros pelo Banco Central (BC) em dois dígitos por mais tempo do que o esperado. Porém, o movimento é de consolidação da retomada com um provável fim de pandemia – se não houver alguma surpresa com a subvariante da Ômicron na Europa e na China e isso não for contido pelas atuais vacinas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A volta dos negócios repercute particularmente nos serviços, o que é muito importante para a Baixada Santista, por ser uma região com economia basicamente desse setor, por meio do turismo e das atividades portuárias. Esse último segmento ganhou impulso com o bom momento do comércio exterior. A expectativa é que o País tenha um saldo comercial (exportações menos importações) pouco acima dos US\$ 61 bilhões do ano passado, um recorde desde a série histórica iniciada em 1989. Para efeitos de geração de emprego e renda para a população mais pobre, o avanço do turismo é de extrema importância. Seu potencial é de abrir postos de trabalho para uma mão de obra de baixa capacitação, com reflexos importantes no comércio e na arrecadação de impostos. De acordo com a Fundação Seade, entre os setores, o de serviços cresceu 7,5% no ano passado. O diretor-executivo da fundação, Bruno Caetano, em entrevista ao repórter Júnior Batista, destacou investimentos que estimularam a expansão da região, como os da Petrobras, de empresas de planos de saúde, construção, tecnologia, comunicação e serviços gerais. Além disso, ele afirmou que a diversificação da economia da Baixada garantiu bom desempenho no ano passado, com o avanço de algumas áreas compensando perdas em outras. Por exemplo, regiões atingidas pela seca e concentradas no agronegócio encararam retração. A Baixada Santista conta com uma participação importante da indústria, concentrada no Polo de Cubatão. O setor industrial enfrenta problemas para ganhar tração neste ano, com o atraso das cadeias de produção devido à falta de insumos, como componentes semicondutores, e aumento do custo de matérias-primas. No País, a queda do desemprego está lenta e a recuperação da renda é decepcionante, mas, se elas continuarem aumentando, haverá potencial de volta do consumo. É verdade que juros altos inibem a tomada de crédito, motor do crescimento do comércio e do mercado imobiliário. Porém, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, prevê pico da inflação em abril, o que indica que o aperto monetário deve começar a ser afrouxado ainda neste semestre ou no próximo, sinal de estímulo ao País.