[[legacy_image_320526]] Com a onda de roubos e furtos de celulares, o Governo Federal, em parceria com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), lançou um aplicativo, o Celular Seguro. Trata-se de uma resposta do setor público ao usuário, que enfrenta o perigo constante de perdas financeiras imensas ou de morrer. Somente o tempo vai mostrar a eficiência desse app, tanto para auxiliar as vítimas como para reduzir os índices da violência relacionada ao smartphone, como sequestros, golpes, latrocínios (assassinato após roubo) e desvio de dinheiro por meio do Pix. Pela explicação do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, candidato a sucessor do ministro Flávio Dino, haverá um botão de emergência com o qual a vítima acionará para bloquear a linha e os bancos. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) participa do programa, o que sinaliza alguma participação dos fabricantes. Como o aparelho fica em mãos dos criminosos, o Celular Seguro tem uma versão no site Gov.br, o portal do governo para acesso a seus programas sociais, para que o cidadão possa dar o comando do bloqueio. Pelo Gov.br ou app, também será possível registrar a ocorrência de perda ou roubo. Apesar do app já estar disponível para baixar, a interrupção da linha por meio do chip só será oferecida a partir de 9 de fevereiro, exigindo, por enquanto, entrar em contato com a operadora. Como o celular transferiu do meio físico para o digital a maior parte das operações financeiras, era previsível que o aparelho se tornasse parte essencial dos crimes, desde os pequenos roubos e golpes até assassinatos macabros e planos coordenados por facções. Porém, os governos não reagiram à altura e perdas de vida relacionadas ao smartphone se tornaram corriqueiras. A ideia é que o Celular Seguro seja uma medida efetiva porque, ao bloquear todos os meios de acesso, o aparelho se torna inútil. Porém, não é uma solução definitiva – por exemplo, continuará o risco do sequestro para obter senhas e fazer transferências. Essa modalidade de crime já avançou a níveis preocupantes, mas a polícia tem atuado no sentido de identificar as contas dos laranjas que fazem a ‘receptação’ desse dinheiro. Segundo as estatísticas oficiais, no ano passado, 999,2 mil celulares foram roubados ou furtados. Nas prisões de receptadores, centenas de aparelhos são achados de uma só vez. Mas está mais do que claro que o combate nesse campo exige investir na tecnologia em si, aliás, o que está no centro do aplicativo do Ministério da Justiça. Por isso, é fundamental que os fabricantes e o Google participem com profundidade dessa iniciativa. Até porque são empresas que só têm a ganhar com o aumento da segurança no uso dos telefones móveis e seus sistemas.