[[legacy_image_311711]] Estágio mais delicado da expansão da linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no Centro de Santos, a obra chegará à Rua João Pessoa, em janeiro, conforme A Tribuna publicou ontem. Considerando a importância da via para o comércio, e este tem sofrido nos últimos tempos, e como corredor para viagem a São Paulo, espera-se uma eficiente programação e rapidez dos trabalhos para mitigar os efeitos do empreendimento nessa região.O VLT, sob responsabilidade da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), do Governo do Estado, é um investimento fundamental para a revitalização do Centro. Tanto para o turismo como para os trabalhadores das lojas e profissionais de escritórios, conectando as atrações do Valongo e o movimento do entorno da Rua João Pessoa à atual linha em operação, na Avenida Francisco Glicério. Assim, atenderá também a população de São Vicente, já servida pelo atual VLT, que trabalha no Centro santista. Por outro lado, o Estado precisa manter investimentos no transporte público, mais sustentável, que também é uma solução para os congestionamentos e a dificuldade para estacionar no Centro. Como há a passagem da linha e instalação de estações em região degradada e de desafiadora revitalização, o VLT desenvolverá a importante função de atender áreas que têm que voltar a serem ocupadas pela população, inclusive com a expectativa de geração de moradias. Para a obra na João Pessoa, a Prefeitura afirma que serão divulgados previamente os bloqueios por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e de panfletos na região central. Basta observar a foto da obra do VLT na Rua Constituição, na reportagem de ontem, uma via que não é tão movimentada como a João Pessoa, para se ter uma ideia do impacto local, ou tentar percorrer a região da Rodoviária e Praça dos Andradas, tomada por obras e com rotas alternativas em meio a impressionante transtorno. Por isso, uma campanha informativa mais ampla se torna necessária para a obra na João Pessoa, que ainda terá remanejamento de redes de água e esgoto, gás e fibra óptica, calçada e pavimentação, não sendo apenas uma instalação de trilhos. O cumprimento à risca do cronograma de execução dos trabalhos será fundamental para mitigar transtornos no trânsito e o impacto nos negócios do comércio. A expansão do VLT, que também vai exigir obras na Rua Luiz de Camões e trecho da Amador Bueno até a Constituição, entre outras vias, significará uma nova etapa de valorização do Centro e Paquetá, faltando revitalizar casarões deteriorados, oferecer moradias decentes à numerosa população dos cortiços e fomentar mais projetos habitações para ampliar a circulação de pedestres na região central e atrair consumidores ao comércio local. É um trabalho contínuo de longa maturação e que merece ser acelerado pela elevada chance de geração de negócios nessa área vital a Santos.