[[legacy_image_228435]] O Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística da Baixada Santista, que ainda será finalizado, traça soluções importantes para o setor de transportes de região. As medidas sugeridas por enquanto são divididas em três segmentos – o cicloviário, o coletivo e o sistema viário e de circulação, como investimentos em infraestrutura que podem ser feitos para melhorar a fluidez de ônibus, veículos em geral e de carga. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse estudo foi lançado pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) na última quinta-feira (8) e contou com financiamento do Programa Euroclima+, da União Europeia, em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). A Agem deverá concluí-lo neste mês para apresentá-lo aos prefeitos em fevereiro, com o intuito de assinar um Pacto Metropolitano de Mobilidade. Espera-se que, paralelamente, esse levantamento tenha um plano de execução com metas, potenciais responsáveis por seu desenvolvimento e previsão de recursos. Afinal, estudos não faltam sobre as mais variadas finalidades e no Brasil muito se vê que boa parte acaba não saindo do papel. Neste caso, não se deve perder esta oportunidade para desenvolver o sistema viário da região, que é moroso e funciona como barreira para uma integração mais profunda entre as nove cidades da Baixada. Entre os pontos mais interessantes desse plano está a atenção dada às bicicletas e ciclovias, como a implantação de bicicletários em terminais. Em algumas cidades desenvolvidas e bem organizadas, já há esse artifício, no qual o ciclista deixa sua bicicleta em segurança e pode se deslocar para grandes distâncias utilizando o transporte público. Há ainda a ideia de implantar um monitoramento para facilitar a vida desses usuários. Do lado do transporte público, o plano se volta para sistemas discutidos há um bom tempo, como o transporte rápido por ônibus (BRT), além da ampliação da rede do Veículos Leve sobre Trilhos (VLT). Nestes casos, como exigem investimentos mais pesados, um planejamento central ou até um processo de concessão ao setor privado, uma participação do Governo do Estado seria necessária. Mas há ainda uma melhoria que pode ser tocada pelas prefeituras, que é a manutenção dos pontos de ônibus, modernizando-os e gerando conforto para atrair um público maior ao transporte coletivo. Deve-se lembrar ainda que há os aplicativos de veículos compartilhados, que trazem soluções importantes para a mobilidade individual, mas que podem virar um problema para o tráfego se forem a alternativa em caso de redução da oferta dos ônibus. Também é importante discutir o financiamento do transporte público, com mais cidades subsidiando passagens e avaliando uma polêmica gratuidade total. São várias as soluções para a Baixada, que poderá enfrentar mais problemas se as necessidades modernas de seus moradores e empresas não forem atendidas.