[[legacy_image_238883]] Próximo de chegar a 1 milhão de veículos, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), a Baixada Santista precisa partir para a realização – estudos não faltam – com a finalidade de investir a fundo na mobilidade regional para evitar uma piora no trânsito, lembrando que a situação é muito ruim, principalmente na temporada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme A Tribuna publicou neste sábado (14), algumas das prefeituras – Santos, São Vicente e Praia Grande – apostam na solução do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o que é bem positivo. Entretanto, esse medida é altamente dependente do Governo do Estado, pois exige maior volume de investimentos. A expansão do VLT precisa continuar, até pelo conforto e pontualidade que propicia e à possibilidade de levar a população dos bairros periféricos aos centros de consumo e de trabalho de forma eficiente. Porém, é um projeto de longo amadurecimento, que pode transitar entre um governo e outro, sujeitando-se a prioridades de investimento do gestor público da ocasião. Lembra-se ainda que há um histórico de obras paralisadas ou que demoram a sair do papel pelos quatro cantos do País, o que é um absurdo. O governador Tarcísio de Freitas é reconhecido como um especialista em infraestrutura, contudo, há uma limitação de caixa. As prefeituras, no âmbito da mobilidade, têm maior autonomia no transporte por ônibus. Mas até esse meio enfrenta grandes dificuldades, primeiro com a pandemia e depois com a crise econômica, que reduziram a demanda. A reabertura, retomando o fluxo de passageiros, coincidiu com outro desafio, o aumento dos combustíveis, que teve uma solução momentânea, a redução dos impostos. O Governo Lula acena com uma nova política para a Petrobras, porém, será difícil o País resistir a uma eventual disparada das cotações no mercado externo. Por isso, é cada vez maior o número de prefeituras que subsidiam em menor ou maior grau as passagens para manter o transporte público viável. Entretanto, há um alto custo que se choca com o cobertor curto nas necessidades sociais da população. O Detran apontou que em apenas quatro anos a região ganhou 90 mil veículos, chegando aos 934.395 em novembro último. Esse acréscimo de 2018 a 2022 equivale à soma das atuais frotas de Itanhaém e Peruíbe. Isso deixa evidente que os investimentos no trânsito precisam ir bem além do que as prefeituras e o Governo do Estado têm realizado até agora. Uma melhora da economia deverá aumentar a chegada de mais automóveis, assim como o fenômeno do transporte de aplicativos de passageiros também estimula o crescimento da frota. A conectividade e o uso da tecnologia ampliam a eficiência do tráfego e o uso das vias públicas, mas os desafios permanecem. Enfim, congestionamentos constantes prejudicam o crescimento econômico e interferem no dia a dia das pessoas e das empresas.