[[legacy_image_139022]] É da maior importância que as prefeituras da região ou mesmo o Governo do Estado invistam na infraestrutura do turismo local ou mesmo em marketing para atrair um público mais exigente e disposto a gastar em restaurantes, eventos culturais e museus. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme o repórter Maurício Martins, as cidades da região destinarão neste ano mais de R\$ 110 milhões a esse setor (apenas Itanhaém não forneceu dados a A Tribuna). Além de melhorias nas respectivas orlas, há investimentos previstos para a criação de rota cicloturística (Cubatão), a promoção da culinária local (São Vicente), eventos (Praia Grande), melhor acesso ao aeroporto (Guarujá) e remodelação do Quebra-Mar e reforma do Outeiro de Santa Catarina (Santos). São alguns exemplos entre tantos outros que poderão requalificar o nível das atividades turísticas da Baixada Santista, que, há décadas, estão associadas ao veraneio de fim de semana. Essa vocação econômica (a atração de turistas paulistas) é o sustento de inúmeras famílias da região, mas é preciso diversificar essas atividades, tanto para ampliar o gasto médio dos turistas quanto para fixá-los por mais dias na região. Para isso, as prefeituras precisam oferecer atrativos em parceria com a iniciativa privada. Segurança pública e limpeza urbana são condições indispensáveis. Porém, shows de vários gêneros musicais, museus com acervos sempre renovados e exposições interessantes e eventos de folclore, gerando muita oportunidade de trabalho para artistas regionais, podem se revelar um diferencial importante para estimular a frequência qualificada de turistas na Baixada Santista. Com a pandemia, a região foi beneficiada pela dificuldade dos turistas de viajarem ao exterior ou por aqueles que preferem deslocamentos curtos para evitar aeroportos ou grandes centros urbanos aglomerados. Entretanto, essa vantagem é fruto de uma situação adversa e temporária e logo a região voltará ao turismo tradicional de curta permanência e menor custo. A Baixada precisa aproveitar a proximidade com a maior metrópole do Hemisfério Sul, requalificando-se para se beneficiar de um mercado consumidor bem remunerado. Mas é preciso trabalhar de forma articulada, persistente e contínua, ao longo dos anos. Em vez de fazer melhorias pontuais, as prefeituras precisam ter bem definido que público pretendem atrair. Parte desses recursos deve ser voltado para o investimento em marketing associado a uma melhoria da infraestrutura urbana, como foi o caso de Praia Grande. As cidades têm características e vocações específicas e precisam aproveitar os seus diferenciais para se destacarem. O planejamento com etapas a serem avançadas a cada ano poderá garantir grandes avanços na região. O investimento sério no turismo é uma estratégia de profundo impacto social pela geração de empregos em grande quantidade e em segmentos de trabalhadores com pouca capacitação.