[[legacy_image_300683]] Intensificam-se as queixas e reivindicações de empresários e operadores portuários por mais e melhores acessos ao Porto de Santos, especialmente no que diz respeito à via terrestre, tendo em vista que, atualmente, somente uma ligação existe para chegar à margem direita. Infraestrutura de acessos, aliás, é um tema que já deveria ter sido vencido, superado, mas volta à pauta de forma recorrente, e não foi diferente no 2º Encontro Porto & Mar, realizado pelo Grupo Tribuna esta semana em Brasília, reunindo todo o trade portuário, autoridades federais e locais. O Porto de Santos é o maior do Henisfério Sul e desempenha um papel crucial na economia brasileira, sendo responsável por uma parcela significativa do comércio exterior do País. No entanto, a infraestrutura de acesso terrestre ao porto tem sido historicamente um desafio, pois a demanda por transporte de carga aumentou consideravelmente ao longo dos anos. Isso resultou em congestionamentos, atrasos e custos adicionais para as empresas que utilizam o porto, bem como para a população da região. Para um porto desse porte, inadmissível que somente uma ligação exista para a conexão entre o Sistema Anchieta-Imigrantes e os terminais localizados no cais. Faz todo sentido a fala do presidente de uma das empresas participantes do encontro: “A infraestrutura logística depende de investimentos. Quanto menos investimentos, menor é a eficiência das operações nos terminais e nos acessos. Os acessos e a operação ficam prejudicados”, disse. Falar em eficiência, hoje, é transitar por um campo de alta competitividade, ainda mais quando o objeto do negócio é o escoamento de cargas com destino a mercados internacionais, onde os valores são dolarizados e qualquer dia de atraso no transporte ou no tempo de escoamento representa prejuízo. O momento é favorável para trilhar caminhos possíveis. O novo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, já demonstrou disposição ao diálogo e à tomada de decisões que favoreçam o setor. Além disso, já esteve em Santos e ouviu, dos próprios empresários e prefeitos, quais são as principais demandas do Porto de Santos, que passam pelos acessos, pela dragagem, berços de atracação e pelo início do processo que culminará com o túnel ligando Guarujá a Santos. Embora admita que todas sejam obras com alta demanda de recursos, há tempo para planejar e incluir no orçamento, em partes ou no todo. Há, ainda, melhorias necessárias à intermodalidade, que conecte eficientemente o transporte rodoviário, ferroviário e aquaviário, essenciais para melhorar a logística de carga no Porto de Santos. A falta de investimentos adequados na infraestrutura de acesso terrestre ao Porto de Santos tem impactado negativamente a economia brasileira, resultando em atrasos e custos adicionais para as empresas e consumidores. Um plano de ação imediata, com prazos e origem dos recursos, está na ordem do dia.