(Vanessa Rodrigues/ AT) O parecer da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) favorável à extensão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é mais um passo importante para o transporte público da Baixada Santista, lembrando que este é um modal não poluente, movido a eletricidade, e mais confortável aos passageiros. O documento será usado no processo de licenciamento ambiental do trecho Barreiros-Samaritá, que é a terceira fase do sistema na Baixada Santista, com previsão para operar a partir de 2028. Isso se não ocorrerem atrasos, como nas obras da segunda linha do VLT em Santos, ou restrições de verbas, algo comum nos investimentos de infraestrutura do setor público no Brasil. Pelo menos, até agora, tem ocorrido uma continuidade nesse projeto, após a construção do trecho entre Barreiros e Porto, o terminal final em Santos, e a expansão até o Centro da Cidade, que deve entrar em operação no próximo semestre. No caso do terceiro trecho, já está em andamento a recuperação do trecho ferroviário da Ponte A Tribuna (Ponte dos Barreiros), faltando a assinatura de contrato da construção da linha e quatro estações até Samaritá, na Área Continental de São Vicente, prevista para o próximo ano. O investimento é conduzido pelo Governo do Estado, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O mais importante é que o Estado mantenha os investimentos no VLT, com a inclusão de Praia Grande. Isso faz todo sentido, pois a Cidade se tornará a maior em número de habitantes na região nos próximos anos, e é fundamental que todos os municípios da Baixada tenham uma integração via transporte público de melhor qualidade, mais rápido e ambientalmente limpo. Segundo o prefeito eleito Alberto Mourão (MDB), em entrevista em setembro a A Tribuna, levar o VLT a Praia Grande “é um trabalho de dez anos”, e que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “já se comprometeu” com o investimento. Porém, espera-se que o Estado seja mais rápido e acelere a chegada desse empreendimento a Praia Grande. Apesar da importância do sistema de VLT para a população, a sua implantação costuma ser estranhada ou gerar muita polêmica, por exemplo, com motoristas reclamando do impacto no trânsito. Contudo, a prioridade deve ser sempre o transporte público, e com um modal moderno como o VLT. Hoje o trecho entre São Vicente e Santos está consolidado, e se espera que ocorra o mesmo com a linha até o Centro de Santos. Suas obras atrasaram e causaram muitos transtornos aos comerciantes. Mas a expectativa é de uma melhora no tráfego da região central e na atração de investimentos comerciais e turísticos, o que exige muito planejamento. Com a expansão na Área Continental de São Vicente, haverá uma inclusão de mais passageiros, o que garante fluxo e rentabilidade ao sistema, além da melhora do trânsito, com a substituição dos ônibus. Algo que avançaria mais ainda com Praia Grande.