[[legacy_image_151058]] A promessa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) de sincronizar todos os semáforos de Santos via rede celular vem em boa hora, ainda que a medida leve três anos para ser totalmente implantada. Isso porque a falta de sincronismo entre os equipamentos causa transtornos aos motoristas há tempos. Ela resulta em atrasos que já poderiam estar sendo evitados e aumenta os custos dos cidadãos e das empresas que não conseguem cumprir seus compromissos nos horários agendados. Um caso em especial é o da Avenida Conselheiro Nébias, velha conhecida dos motoristas santistas pela morosidade do tráfego e alvo de queixas da falta de sincronismo entre os seus semáforos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para implantar a melhoria, a CET-Santos afirmou para A Tribuna que vai investir R\$ 3 milhões nos próximos três anos. O novo sistema vai programar abertura e fechamento simultâneos dos cruzamentos em horários preestabelecidos. Entretanto, a companhia poderia acelerar seus planos para beneficiar toda a sociedade, afinal, a tecnologia não está sendo inaugurada agora. Ela utiliza chip, começou a ser empregada em Santos em 2019 e ainda não atingiu a metade dos equipamentos. Conforme o repórter Maurício Martins, de 388 cruzamentos administrados pela CET-Santos, 163, o equivalente a 42% de sua rede, estão interligados por sistema sem fio. Os restantes 225 (58%) são operados pelas controladoras semafóricas de geração anterior e que funcionam com cabos, sujeitos a muitas falhas e prejuízos ao fluxo de veículos. Além disso, a fibra ótica pode ser rompida ou furtada. Santos tem ainda outros 38 pontos com semáforos da BR Mobilidade utilizados no tráfego do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e dez sob gestão do Porto de Santos. A diferença entre o sistema empregado há mais tempo e o mais moderno e parcialmente implantado é que, na tecnologia antiga, o equipamento de comando é que faz a troca semafórica. Já o sistema com celular permitirá fazer alterações a partir de uma central ou de qualquer local. Na prática, essa tecnologia dispensa o trabalho presencial dos técnicos da CET-Santos. A expectativa é que o investimento, por trazer eficiência, reduza os custos de manutenção da rede de semáforos. A CET-Santos destinou no ano passado R\$ 180 mil mensais para esse fim, sem considerar a mão de obra. O tempo de uso dos atuais equipamentos também deve ser considerado, variando de três a duas décadas – 58% deles já completaram 20 anos, o que vai demandar mais recursos. A divulgação desses dados também ajuda o cidadão a dimensionar os gastos que a Prefeitura precisa fazer para manter os sistemas públicos, não apenas o semafórico, em funcionamento. Além da deterioração inevitável ao longo dos anos, o vandalismo desenfreado e uma eventual gestão descuidada ou sem adaptação às novas tecnologias podem causar gastos extras que as contas públicas têm dificuldades para suportar.