O governo dos Estados Unidos assinou acordos com empresas que investem em inteligência artificial, como Microsoft, xAI e Google, para examinar seus modelos antes de chegarem ao grande público. A ideia é realizar uma supervisão para identificar eventuais riscos da nova tecnologia. Dessa forma, faz sentido a preocupação já pública de cientistas e executivos de empresas sobre o risco que o ser humano corre de desenvolver ferramentas que poderão ser utilizadas contra ele próprio, causando destruição em massa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Brasil está muito atrasado na pesquisa da inteligência artificial, mas isso não é motivo para ficar alheio a tais dilemas, sendo importante avançar com as mesmas discussões que atormentam o governo dos Estados Unidos. O Governo Trump avalia tornar essa pré-avaliação de modelos de inteligência artificial obrigatória, tamanha é a preocupação com este momento de espetacular avanço tecnológico. Segundo o jornal inglês Financial Times, funcionários do alto escalão de Washington se assustaram com o novo modelo Mythos, da Anthropic, empresa do Google, com possibilidade muito maior de explorar vulnerabilidades digitais. Entretanto, a publicação se refere a implicações de segurança nacional, dos Estados Unidos, não uma medida em benefício global. Como se trata de potência militar e de uma democracia que está sendo testada por tentações autoritárias, tal conhecimento também poderá contrariar os interesses dos demais países e de seus povos. Para o cidadão comum, inteligência artificial parece um Google turbinado para realizar buscas mais eficientes na web ou manipular imagens e vídeos. Para as empresas, a nova tecnologia já garante maior eficiência e rapidez em seus processos, e para reduzir custos e combater falhas. No Brasil, executivos das empresas que implementam a inteligência artificial no dia a dia dizem que a adesão tem sido muito rápida. Integrantes do governo ou do Congresso têm feito comentários sobre essa tecnologia, mas pouco de prático foi feito, lembrando que algo mais imediato, a regulamentação das redes sociais, anda lentamente devido à falta de consenso. O temor de criar normas à inteligência artificial é inibir seu desenvolvimento, deixando o País atrasado perante o que se desenvolve aceleradamente nos EUA, China, Japão e Coreia do Sul. Os Estados Unidos costumam não impor limites ao desenvolvimento do conhecimento, o que, associado à alta qualidade científica e abundância de capitais, deu aos americanos a supremacia tecnológica desde as últimas décadas do século 19. Porém, representantes do próprio setor de tecnologia e uma nova classe que surgiu, a de ativistas de segurança em inteligência artificial, pediram ao Congresso dos Estados Unidos mais recursos para enfrentar problemas que poderão surgir com esse salto tecnológico. Isso porque o horizonte com a inteligência artificial é tão amplo quanto desconhecido.