[[legacy_image_124150]] A ocupação média dos hotéis da região acima de 90% no feriadão da Proclamação da República, segundo o Sindicato dos Hotéis, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), é uma importante prévia do setor para a temporada, com expectativa de grandes resultados após um período demorado de perdas e endividamento. O desempenho da hotelaria ganha uma maior dimensão se for considerado o impacto da ocupação dos leitos sobre os segmentos de lazer, como bares e restaurantes, e também a numerosa categoria de autônomos e comerciantes que vivem em função das praias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Entretanto, a região não pode se contentar com a tradicional dependência do clima e da descida dos paulistanos e turistas do Interior. É preciso agregar valor, ampliando o faturamento do setor de turismo e comércio com eventos e atrações que estimulem o gasto na região. Essa discussão é antiga e, apesar de alguns esforços, a característica de veraneio de fim de semana pouco mudou ao longo das décadas. Os eventos de negócios, como feiras e exposições, e a construção de novos hotéis criaram uma expectativa de uma vocação econômica extra para a Baixada Santista. Mas o setor de petróleo, que demandaria muitas dessas atividades, na prática se concentrou no Rio de Janeiro, gerando uma grande decepção após tantos investimentos. Depois veio a pandemia, que restringiu de forma avassaladora esse nicho e ainda não se sabe como ele vai se consolidar não próximos anos. Aliás, a própria retomada do setor de turismo ainda depende dessa fase final da pandemia. A imprensa, inclusive A Tribuna, tem publicado a queda firme dos registros de covid-19 no País, com dados estáveis em patamares baixos no caso da região, segundo os dados das prefeituras encaminhados à Reportagem, que faz balanços diários. Gradualmente, leitos antes destinados à covid-19 passaram a integrar o atendimento geral da saúde. O mais animador com as estatísticas locais é que a cobertura vacinal completa atingiu 67,7% da população da Baixada, com destaque para Itanhaém com 77,3% e Santos com 75,8%. Entretanto, os percentuais atingidos não são suficientes para barrar a circulação da doença, como indica a persistência da covid-19 na Europa. A Alemanha, com vacinação em duas doses de 67%, registra 39 mil casos por dia, e a Holanda, com 72%, agora têm 14 mil infecções diárias. No Brasil, com 10 mil registros, o percentual é de 60%. Portanto, a ideia de que mesmo na Baixada, onde a proporção da vacinação, já elevada para o padrão nacional, permite afrouxar à vontade as medidas sanitárias não tem muito sentido, pois os países europeus mostram que a doença se multiplica com rapidez na minoria sem imunização. Fica o risco da continuidade da infecção gerar cepas mais resistentes. O processo de reabertura precisa continuar, mas com os pés no chão e respeitando as recomendações das autoridades sanitárias.