[[legacy_image_77268]] A notícia de que a Baixada Santista supera o Estado no índice de cobertura da primeira dose da imunização contra covid-19, ainda que por uma pequena diferença, é animadora e serve de estímulo para que as prefeituras da região acelerem o passo para imunizar seus moradores. Conforme reportagem publicada por A Tribuna na edição de ontem, a Baixada tem 44,9% da população com a primeira aplicação, frente aos 44,3% do Estado. Por municípios, Santos, Itanhaém e Mongaguá se destacam, respectivamente com 57,8%, 50,8% e 44,9%, enquanto as outras seis ficam atrás do percentual paulista. Bertioga, que alega ter recebido doses insuficientes, é a que possui resultados mais modestos, com 37,9%. No caso de Santos, a população idosa é mais numerosa, justamente a que recebeu vacinas primeiro, o que explica o bom desempenho. Porém, Itanhaém pode servir de exemplo para as demais. A Prefeitura afirma que a imunização mais rápida está associada ao agendamento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O acompanhamento da cobertura vacinal na região é importante porque o alto percentual de imunização vai acelerar as quedas das internações e mortes e permitir o abrandamento das medidas de restrição social. Entre os países mais adiantados do mundo com aplicação das vacinas, Israel, Reino Unido, Estados Unidos, Chile e Uruguai se destacam com percentuais acima de 50% para as duas doses. No Uruguai, o governo vai começar a permitir eventos e aberturas de estabelecimentos comerciais com aglomeração, ainda que de forma parcial, mas mantendo a recomendação do uso de máscara e do distanciamento social. No Brasil, quando se observa a cobertura com a segunda dose ou única, ela ainda é modesta, ao redor de 13%. Na Baixada, essa estatística é de 14,3%, mas é puxada por Santos, com 22,3%, e Itanhaém, com 15,6%. A seguir aparecem, Peruíbe (13,9%) e Mongaguá (13,5%), mas Bertioga está de novo bem atrás, com 9,7%. Com percentuais tão diferentes, as secretarias municipais de Saúde poderiam realizar uma rápida conferência para trocar experiências para cada cidade identificar seus pontos fracos e acelerar suas coberturas. O infectologista e professor da Unimes Roberto Focaccia lembrou a A Tribuna que a falta de vacinas não pode ser desculpa no Estado para atrasos. Além disso, o bom desempenho conjunto é de grande importância sanitária, por se tratar de uma região metropolitana com grande circulação dos moradores entre as cidades. A vulnerabilidade com a baixa cobertura ou falta de retorno para a segunda dose é a forma perversa de manter o risco de infecção elevado e de desenvolvimento de variantes. Também é preciso combater distorções que surgem, como a escolha de uma determinada vacina, o que retarda a cobertura, e acelerar a imunização dos mais jovens, que estão mais expostos ao vírus devido aos empregos dessa faixa etária no comércio e pelo uso de transporte público.