[[legacy_image_237758]] Os atos golpistas do último domingo (8), em Brasília, foram tão deploráveis que receberam a repulsa da sociedade civil, como organismos de classe e de defesa da democracia, e dos líderes mundiais. Os ataques aos três poderes, com a invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, foram gravíssimos, mas felizmente repelidos, apesar de inicialmente o Governo do Distrito Federal, a quem cabe a segurança da Capital, ter agido com escancarada parcimônia. Ontem (9), o dia seguinte da barbárie, foi marcado pelo revelação dos estragos causados pelo vandalismo e pela união dos brasileiros de bem em defesa do Estado de Direito, da liberdade democrática e do resultado das urnas. É de extrema importância que as autoridades identifiquem e punam os participantes do ataque aos três poderes, assim como aqueles que tenham apoiado financeiramente a balbúrdia. O ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, disse que por volta de 200 golpistas foram detidos no domingo, chegando ontem a 1,5 mil, considerando os integrantes dos acampamentos em Brasília. O governo também investigado a propriedade dos 100 ônibus que levaram os adversários da democracia, com o fim de identificar quem os contratou. A rápida punição dos radicais, até para inibir futuras tentativas de ataque às instituições democráticas, que na verdade são a representação do povo brasileiro e da Constituição, deve ser buscada incansavelmente. Por exemplo, alguns pontos em rodovias chegaram a bloqueados e depois reabertos pelas autoridades no fim de semana, e os acampamentos antidemocráticos começaram a ser desmontados. Além disso, a rede de refinarias da Petrobras e as privadas estão em estado de alerta contra uma movimentação para paralisá-las. A ideia dos extremistas, segundo a apuração de órgãos de segurança e do Governo do Rio de Janeiro, era tirar do papel um plano para impedir a chegada ou saída de caminhões-tanques nessas unidades e também nas distribuidoras para impedir o transporte de combustíveis, em uma clara iniciativa de disseminar o caos pelo País. A reação em defesa do Estado de Direito mira também o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Primeiro, o governo decretou intervenção na área de segurança do DF, com o ministro do STF Alexandre de Moraes afastando-o por 90 dias. Ibaneis tem muito a explicar sobre a frouxidão com que lidou com os atos antidemocráticos, inclusive o de 12 de dezembro, com incêndio de ônibus e carros e tentativa de invasão da sede da Polícia Federal. No domingo, uma força irrisória de policiais foi insuficiente para impedir a invasão dos prédios públicos que abrigam as chefias dos três poderes. Portanto, em seguida à repulsa aos atos inconsequentes contra o resultado das urnas, é preciso uma profunda investigação, assim como levar os participantes aos tribunais para enfrentar o rigor máximo da lei.