(Imagem ilustrativa/Reprodução/Pixabay) Divulgado pelo Ministério da Educação na quarta-feira (14), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 apontou dados preocupantes sobre o ensino no País, indicando estagnação tanto nas redes pública como privada e grande dificuldade para se atingir metas de qualidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre inúmeros problemas já conhecidos, destaca-se a evasão no Ensino Médio, com alunos não concluindo a aprendizagem em uma fase essencial para o começo da carreira profissional. Já o Ideb apontou alunos do quinto ano das escolas públicas com notas baixíssimas em Matemática. Segundo O Globo, alguns não conseguiram somar moedas de R\$ 0,25 e R\$ 0,50 ou resolver questões sobre duplo ou triplo. O Ideb é feito a cada dois anos e considera as médias nas provas de Português e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as taxas de aprovação. O índice varia de zero a dez e basicamente apontou algum sucesso no início de cada ciclo e problemas no fim. A única meta atingida foi a do quinto ano do Ensino Fundamental (o primeiro desse ciclo), com nota seis. Mas em 2005 esse nível havia sido definido como objetivo para 2021, cujos resultados do Ideb foram invalidados com a pandemia, quando em boa parte da crise sanitária as escolas ficaram fechadas, valendo agora os dados obtidos em 2023. Apesar de terem se manifestado em toda a parte, as dificuldades com a covid-19 são apontadas pelos secretários estaduais (e especialistas) como motivo dos resultados ruins, mas já é conhecida no País a má qualidade do ensino. Aliás, do lado das metas não atingidas, estão os anos finais do Fundamental, que tiraram nota cinco, abaixo do alvo de 5,5. No Médio, os alunos tiraram 4,3, bem menos do que o objetivo de 5,2. Em Português, houve recuo na nota de 2023 em relação a 2019 nos anos iniciais e finais do Fundamental e também no Médio. O mesmo aconteceu com Matemática. O Ideb também trouxe boas notícias e resultados que contrariam a ideia de que cidades grandes e estados mais ricos têm melhores notas. No balanço por municípios, Santana do Mundaú (AL) tirou o primeiro lugar nacional, com 9,3, com o Ceará ficando com 13 das 27 melhores colocações. A líder em São Paulo é Itápolis, em 23º, com 6,8. Por estados, o Ideb apontou a liderança de Goiás em 2023, com o Pará saltando do último lugar em 2019 para o sexto agora. São Paulo está em nono, com 4,2, abaixo da meta de 5,1 (apenas Goiás, Pernambuco e Piauí atingiram a meta geral). O governo paulista afirmou na reportagem que implantou medidas no segundo semestre do ano passado para corrigir defasagens e recuperar o déficit na pandemia. Os especialistas dizem que ensino integral, aumento de salários dos professores e busca ativa de alunos fujões deram bons resultados, entre outras iniciativas. O desafio continua sendo levar as boas experiências, como as de Goiás, Ceará e Piauí, para todo o País.