(FreePik) A CPFL promete, para ter início neste mês de abril, uma nova fase de um dos projetos mais significativos de sua infraestrutura urbana: a ampliação do cabeamento subterrâneo para a transmissão de energia elétrica. Essa iniciativa, além de modernizar o sistema, simboliza um passo audacioso rumo a uma cidade mais resiliente, segura, eficiente e esteticamente agradável. A terceira das cinco etapas do projeto de modernização da rede elétrica prevê um investimento de R\$ 47 milhões nesta fase, integrando um plano maior de R\$ 182 milhões. Até outubro, Santos contará com um sistema subterrâneo de 88 kV, interligando subestações por 6,7 quilômetros entre Jabaquara e Estuário. No total, serão 20 quilômetros de rede subterrânea conectando cinco subestações: Jabaquara, Vila Mathias, Vila Nova, Boqueirão e Estuário. A troca da rede será realizada em importantes vias da cidade, como a Avenida Afonso Pena e ruas como Liberdade, Barão de Cotegipe, Prudente de Moraes e Joaquim Nabuco. São áreas que sentirão temporariamente o impacto das obras, mas que colherão os frutos de um sistema mais robusto e confiável. Importante destacar que a ideia não é nova. Em 2019, o então vereador Braz Antunes Mattos Neto é o autor da Lei Complementar nº 3.629, de 26 de novembro de 2019, que estabelece a implantação gradativa do cabeamento subterrâneo na cidade. A lei estabelecia prazos específicos para que as empresas prestadoras de serviços públicos, concessionárias, permissionárias ou equiparadas que operam com distribuição de energia elétrica e telecomunicações realizassem o embutimento de suas redes aéreas, chegando a 30% em até 15 anos. Os benefícios dessa iniciativa vão muito além da estética urbana – embora a eliminação de postes e fiações aéreas já represente um ganho visual expressivo. O maior impacto está na segurança. Com a rede sob o solo, minimizam-se riscos de acidentes com rompimento de cabos, além de se evitar interrupções causadas por quedas de árvores, temporais e vandalismo. Isso é particularmente importante em uma cidade como Santos, exposta a fenômenos climáticos severos em épocas de chuva e ventos fortes. Outro ponto fundamental é a capacidade de expansão. Santos, que já consome mais de 750 GWh por ano e apresenta crescimento médio de 2,3%, precisa acompanhar a sua demanda energética com tecnologia à altura de seus desafios. O novo sistema permitirá atender com mais eficiência áreas densamente habitadas e polos de desenvolvimento urbano. Ao mesmo tempo, o investimento mostra sintonia com políticas de sustentabilidade. A eficiência energética está diretamente ligada à qualidade da infraestrutura de transmissão, reduzindo perdas e melhorando a estabilidade do fornecimento. Em um cenário de crescente eletrificação – que inclui veículos elétricos, edifícios inteligentes e redes de distribuição mais complexas –, Santos se posiciona com pioneirismo.