[[legacy_image_192624]] Santos recebe, de hoje até sexta-feira, a 14ª Conferência Anual da Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), encontro global de troca de experiências que envolvam a criatividade como elemento-chave para geração de renda e fator de inovação e desenvolvimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Não há dúvida de que se trata de um dos mais relevantes eventos para a Cidade no calendário de encontros globais, tanto quanto será o de outubro, também organizado pela Unesco, e que fará de Santos o centro dos debates sobre a Década dos Oceanos. Duas agendas da mais alta relevância para o mundo inteiro. Um desafio, porém, se impõe: fazer chegar a toda a comunidade o verdadeiro conceito de economia criativa e, mais do que isso, dar acesso ao conjunto da população ao conhecimento que esta semana de trocas proporcionará para a Cidade. Uma das mais singelas e assertivas definições de economia criativa vem da arquiteta Ana Carla Fonseca, autora da primeira tese no Brasil sobre cidades criativas: “Uma das grandes belezas da economia criativa é resgatar a importância do capital humano dentro da economia”. A criatividade sempre esteve presente na atividade humana, especialmente nas artes. Durante muito tempo, imaginou-se que era preciso volume grandioso de recursos para colocar de pé projetos ligados à literatura, ao cinema, ao teatro, aos audiovisuais. A internet e a consequente evolução dos aplicativos e ferramentas tecnológicas vêm mostrando que a produção de conteúdos pode ser muito mais acessível e facilitada, bastando para isso que se domine a técnica. O diferencial está, justamente, na dose de criatividade e inovação que se deposita nessa linha de produção, características eminentemente humanas - ao menos por enquanto. Santos é destaque nesse item, e foi com essa bandeira que se credenciou para conseguir receber o selo de cidade criativa. A riqueza desta semana está na troca que os países participantes farão entre experiências e formas de lidar com as dificuldades inerentes a um mundo em transformação, especialmente depois de dois anos de pandemia. Outro aspecto relevante é deixar evidente que explorar com criatividade esse ambiente de inovação é um caminho promissor de geração de emprego e renda, especialmente para os jovens que já não vão encontrar as vagas até então disponíveis em trabalhos tradicionais. O mundo muda todos os dias, em velocidade que foge à percepção humana. O desafio de escolas, famílias e universidades é estar atentas a esse movimento e encontrar formas de incluir os jovens e estimular o desenvolvimento de novas habilidades. Para os gestores, o desafio é igualmente macro: dar acesso igualitário ao conjunto da população, para que novos talentos tenham as mesmas oportunidades e possam se desenvolver com qualidade e competitividade.