[[legacy_image_270296]] O Governo do Estado vem estruturando, desde o início do ano, as chamadas coalizões empresariais com todas as 15 regiões administrativas de São Paulo, uma iniciativa que busca se aproximar do setor empresarial para mapear dificuldades, identificar oportunidades e definir caminhos de curto, médio e longo prazos para a retomada do desenvolvimento econômico. A coalizão Baixada Santista já foi estruturada e tem mantido a rotina de encontros com os diferentes setores da economia regional. De início, estão identificados os três pilares fortes da economia local que podem e devem ser incrementados: setor portuário, industrial e o turismo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O secretário Jorge Lima, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, é quem vem articulando o diálogo e as ações com cada uma das 15 coalizões. Segundo entrevista concedida a A Tribuna esta semana, “não se pode inventar a roda”, no sentido de que cada região já tem suas características e suas vocações, e que elas podem ser fortalecidas a partir de políticas públicas de incentivo e apoio, e de soluções para problemas crônicos que venham servindo de trava ou impeditivos para o crescimento desses pilares. Segundo o secretário, o foco dessa estratégia é reequilibrar as regiões no que diz respeito à participação de cada uma no PIB do Estado: a Região Metropolitana de São Paulo responde por 51,5% do PIB; Campinas, 19,8%; Sorocaba, 4,88%; São José dos Campos, 5,8%; Baixada Santista, 2,2%. Ou seja, das 15 regiões, quatro dominam 81% do PIB do Estado. “O desenvolvimento não está chegando a todos os lugares de forma igual”, disse Jorge Lima. O objetivo e a forma de atuação defendidos pelo Estado são válidos. De fato, a Baixada Santista, por exemplo, representa 4% da população e do território paulista, mas nem de longe recebe os recursos correspondentes. Se essa estratégia vai colocar nos pratos da balança pesos mais igualitários entre todas as regiões, não há o que questionar. Um aspecto, porém, precisa ser considerado, até para que a coalizão local ganhe mais velocidade e não parta do zero. Em quase 30 anos de região metropolitana, com a criação de todos os braços e peças que essa qualificação exige (conselho de prefeitos, agência executora e fundo de recursos), um sem-número de estudos, análises e projetos já foi pensado, pesquisado e proposto. Não faltam índices, estatísticas, mapas setoriais, pesquisas de campo e reflexões sobre qualquer das três áreas-pilares da coalizão (porto, indústria, turismo). Portanto, não há razão para dar a largada nesse processo a partir de novos estudos - no máximo, atualização de informações oficiais em aspectos já pontuados anteriormente. Ter a ciência dessa vantagem competitiva da Baixada Santista, reconhecendo o valor do que já foi analisado preteritamente, é o primeiro passo para acreditar, de fato, no sucesso da coalizão e no futuro promissor para a economia local.