(Imagem Ilustrativa/Freepik) Com a popularidade em queda e o claro desejo de tentar a reeleição no ano que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca soluções para os problemas que mais afligem a sociedade. E em um momento no qual a segurança pública aparece como líder do ranking de preocupações, superando a “campeoníssima” economia, o governo prepara medidas para conter o roubo de telefones celulares, o que, segundo especialistas, já se tornou uma epidemia no País. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na última sexta-feira, Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, enviou a Lula um projeto de lei que aumenta a pena para quem furtar celular a mando de chefe de quadrilha e para quem receptar aparelhos levados por criminosos. Há uma avaliação de que furtos e roubos de celulares viraram a porta de entrada para o crime organizado, ensejando a ocorrência de outros delitos. Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve quase 1 milhão de registros de roubos e furtos de celulares em delegacias de todo o País em 2023. Em média, são quase dois telefones roubados ou furtados por minuto. Com o intuito de melhorar essa estatística, o Ministério da Justiça vai criar novas funções no programa Celular Seguro. Nele, o dono do celular pode cadastrar seu número e o de pessoas de confiança para emitirem um alerta às autoridades quando o celular for roubado, furtado ou perdido. Com esse alerta, as operadoras bloqueiam a linha e impedem transações nos aplicativos daquele aparelho ou, por meio do Imei – um número único que cada celular tem –, inutilizam o equipamento de forma definitiva. O usuário pode escolher qual tipo de bloqueio quer fazer. Uma atuação mais eficiente e planejada das forças de segurança também se impõe. Nesse sentido, é animadora a notícia de que a Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem membros de uma quadrilha especializada em roubos de celulares na Capital. Os suspeitos foram capturados dentro de um dos veículos usados nos assaltos. O grupo agia de forma organizada, utilizando dois veículos para monitorar a área e escolher vítimas. Em uma primeira análise, fica a sensação de que há assuntos mais urgentes para o governo cuidar do que roubos de celulares. Contudo, quando se lembra que, nos dias de hoje, quase todo mundo realiza inúmeras atividades do dia a dia pelo celular, a relevância do tema fica evidenciada. Os números também apontam nessa direção. Nove em cada dez brasileiros têm acesso à telefonia móvel, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo levantamento, a maior parte da população brasileira com acesso à telefonia móvel reside em capitais e regiões metropolitanas, localidades em que a violência e a criminalidade atingiram níveis alarmantes. Os dados indicam também que 4.363 municípios brasileiros contam com infraestrutura de fibra óptica — o que proporciona mais velocidade, estabilidade e eficiência energética em serviços de telecomunicações.