[[legacy_image_308840]] A guerra de Israel contra o Hamas já entrou para a história como um conflito das atrocidades, inclusive com amplo registro em vídeo e fotos. A diplomacia israelense exibiu imagens captadas das redes sociais (tanto de israelenses como de terroristas do Hamas) ou de câmeras de segurança para denunciar a carnificina praticada pelo grupo terrorista contra civis nas fazendas coletivas (kibutzim), na festa de música eletrônica e em pontos de ônibus e estradas. Já a imprensa e registros pessoais revelam a morte aos milhares de palestinos, incluindo crianças e idosos, na densamente povoada Faixa de Gaza. As fotos de agências internacionais em Gaza exibem diariamente crianças ensanguentadas, grupos usando as próprias mãos para remover os destroços em busca de soterrados, e ainda necrotérios com corpos em lençóis brancos e familiares fazendo a despedida. Um porta-voz das forças israelenses, questionado pela CNN internacional se o Hamas está sendo bombardeado mesmo que haja mortes de civis inocentes, a resposta foi que esta é a “tragédia da guerra”. Segundo o Haaretz, site do jornal israelense fundado em 1919, bem antes da criação do país, a guerra (desde o dia 7) já deixou 828 civis e 335 militares mortos e 242 reféns em Israel. Do lado de Gaza, cujos dados são do governo do território, 9.061 já morreram. Aos poucos, após o avanço terrestre, Israel começa a registrar baixas. Na terça-feira, um míssil teleguiado, uma mina, um foguete e um morteiro mataram em ações diferentes 16 militares israelenses. Nas redes sociais, as discussões formaram torcidas, muitas vezes com um oportunismo dispensável para aproveitar a audiência interessada pelo tema ou por grupos políticos no Brasil que alimentam uma polarização. Também há manifestações honestas e um debate com fatos do contexto histórico dos conflitos naquela parte do Oriente Médio, uma informação que merece ser divulgada. Cada um pode e deve ter sua posição sobre o conflito, mas o terrorismo e a morte de civis inocentes jamais serão justificáveis. Já há críticas da União Europeia contra a forma com que Gaza tem sido alvejada por bombas, enquanto os Estados Unidos, que reiteram veementemente o direito de Israel se defender, falam em criar um estado palestino como solução. Os EUA discutem ainda quem governaria Gaza assim que Israel derrotasse o Hamas. Por outro lado, o governo de Tel Aviv precisa considerar que a cada dia fica mais difícil manter o processo de aproximação com países da região, como Arábia Saudita, patrocinado pelos EUA e combatido pelo Irã, apoiador de outro inimigo de Tel Aviv, o Hezbollah, bem mais forte que o Hamas. Em meio ao horror da guerra, as potências e os governos árabes passam a discutir saídas para o Oriente Médio, em paralelo ao conflito entre Israel e Hamas. Mas é urgente buscar soluções mais efetivas para proteger os civis.