[[legacy_image_307408]] Aos poucos, os anúncios de investimentos de grandes empresas passam a ser mais constantes no noticiário econômico, o que deve gerar demanda para produtos e serviços de pequenos e médios negócios. O País não está no ponto em que se gostaria e as estatísticas do terceiro trimestre, como economistas previam, indicam um esfriamento em relação ao primeiro semestre. Entretanto, os analistas acham que a previsão de crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano está praticamente garantida. O problema é para o próximo ano, quando novas condições poderão estar em curso, como recessão ou desaceleração dos Estado Unidos, China e Europa, alguma crise climática ou, no lado geopolítico, a guerra Israel-Hamas puxar os preços do petróleo. Mas há boas apostas, como uma inflação comportada, como indicou na última quinta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia do IPCA que sai no próximo dia 10. O IPCA-15, que subiu 0,35% em setembro, avançou 0,21% neste mês, o que significa um processo de desinflação. Talvez isso estimule o Banco Central a realizar cortes acima de 0,50 ponto percentual a cada reunião. A queda dos juros é um processo essencial para acelerar a expansão do PIB, para isso dependendo de uma boa gestão das contas públicas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o núcleo político revendo suas constantes pressões por mais gastos. No âmbito das grandes empresas, nesta semana a Suzano anunciou investimento de R\$ 1,66 bilhão em fábricas do Espírito Santo e São Paulo, uma aposta clara na melhora do consumo, visto que a companhia atua com insumo para papéis e fraldas, enquanto a JBS começou a operar com duas novas unidades de carnes de valor agregado no Paraná, após aporte de R\$ 1 bilhão. Na construção, os empreendimentos de moradia popular ganham o mercado no rastro do Minha Casa, Minha Vida, reflexo direto da injeção de dinheiro público na economia, o que precisa ser feito com cuidado. Há expectativas de renovações de frota de ônibus e caminhões e o capital chinês finalmente vai aquecer o segmento de carros eletrificados no Brasil, em um momento de dificuldades para as montadoras tradicionais. O País continua com sérias deficiências na competitividade da indústria e nada consistente foi anunciado, o que se considera um revés. Há ainda estratégia do governo a observar que é estimular o crescimento por meio dos investimentos na economia verde. Paralelamente, segundo o jornal Valor, uma centena de empresas planeja investir R\$ 31,3 bilhões em preservação ambiental, como reflorestamento, despoluição de baía e reaproveitamento de materiais, como plástico e vidro. Além disso, há o próprio agronegócio, que vem se expandindo de forma recorrente. São notícias que dão um diagnóstico mais positivo da economia, dependendo ainda de reforma e medidas pontuais para corrigir as falhas do País.