Coleção será lançada neste sábado (2), das 16h às 17h30, no Museu do Café (Alexsander Ferraz/AT) O Centro de Santos, gradualmente, busca se renovar por meio de eventos temáticos e suas atrações turísticas, como o Museu do Café. Ainda há muito o que ser feito, principalmente para a sua recuperação comercial e na expansão de escritórios, e com investimentos imobiliários para moradia. São desafios de longo prazo, que dependerão da continuidade de projetos arrojados em várias frentes. Entretanto, é inegável que avanços importantes já foram conquistados. A Tribuna publicou ontem, com base em dados da Prefeitura, que o Centro Histórico recebeu 180 mil frequentadores, entre janeiro e a primeira quinzena de julho. Esse público compareceu a três festivais – da Cerveja Artesanal com Caranguejo, Criativo na Casa Azulejada e Santos Café, à Festa de Portugal e ao Inverno Criativo (que vai até agosto) e à Parada do Orgulho LGBT+. O destaque fica com o Santos Café, neste mês, que atraiu 105 mil santistas e turistas. Também é importante apontar que as atrações turísticas do Centro registraram bom público, com 88 mil ao Museu Pelé e 266 mil no Museu do Café. Além das festas e festivais estimularem a visitação aos museus e a outras atrações do Centro, como a linha turística de bondes e o Bondinho do Monte Serrat, elas também aquecem a prestação de serviços. Isso se dá com o transporte e melhora a frequência a bares e restaurantes e casas noturnas, outra vocação da região central. Segundo o prefeito Rogério Santos (Republicanos), os eventos temáticos foram a solução de impacto imediato no processo de revitalização. Ele ressalta que esses investimentos também têm como alvo projetos de moradia e o turismo cultural e gastronômico. A Prefeitura também investe no Mercado Municipal e seu entorno, na Vila Nova e no Paquetá, parte das mais difíceis de ser revitalizada. Ali, a degradação das edificações e a habitação precária são de difícil solução, pois dependem de interesse do setor privado e de financiamento da casa própria à baixa renda. Neste último caso, a solução adotada pela União é a de subsidiar as prestações desse público. Porém, há falta de recursos para atender todo o País. A segurança pública é elemento essencial para consolidar o processo de recuperação do Centro. Os comerciantes enfrentam o risco de arrombamentos e pelo menos uma das estações do VLT teve cabos e partes de metal arrancadas por bandidos. A sensação de insegurança persiste, principalmente à noite, com o comércio já fechado, e o vazio das ruas, o que reforça a importância dos investimentos em moradia para a revitalização central. A recuperação do Centro enfrenta a modernidade, como home office e e-commerce, porém, o comércio de rua continua forte em países com segurança e turismo forte. O prefeito afirma que trocou a iluminação pública, instalou uma base da Guarda Municipal na Praça da República e reforçou a limpeza urbana. Espera-se que esse processo avance, atraindo a confiança da sociedade para investir na região central, tanto para consumir como para morar.