[[legacy_image_241242]] Quem se acostumou a identificar advocacia, medicina e engenharia como as melhores chances de carreira e bons salários deve ter se sentido desatualizado com a lista da rede social profissional LinkedIn para as ocupações mais visadas para este ano. Isso levanta dúvidas se os gestores do ensino, em especial o público, estão preparados para essa mutação no mercado de trabalho, com adaptação das disciplinas, o uso da aprendizagem à distância, eventuais mudanças na legislação para potencializar essas novas áreas e formas de levar conhecimento aos jovens que hoje buscam uma renda mais atraente e uma rápida ascensão profissional. Aliás, tudo isso exige investimentos pesados, inclusive em equipamentos, que obviamente os governos não têm condições de propiciar sozinhos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No ranking de profissões do LinkedIn, as funções geralmente têm um vínculo com tecnologia, que depois se especificam para segurança digital e empregos verdes, entre outras áreas. Uso das informações contidas em bancos de dados e cargos relacionados a conteúdos e experiência do usuário, vinculados às mídias de internet, também dominam as preferências das empresas. Com este levantamento, observa-se que os empregadores buscam impressionantes níveis de especialização e de conexão com as necessidades atuais. Por exemplo, o cargo líder entre os empregos em alta para este ano é o de analista de privacidade, função voltada à proteção de dados, um tema caro a qualquer pessoa que preenche formulários na internet e se expõe em fotos e vídeos nas redes sociais. Essa ocupação é seguida pelo especialista em cibersegurança, que também tem a ver com privacidade e informações protegidas, mas contra criminosos cada vez mais audaciosos. Em terceiro está o especialista em capacitação de vendas, que pode ser um profissional que ajudará a explorar as ferramentas da internet. Apenas com essa amostra se nota uma grande preocupação das empresas com a atividade dos hackers e como é possível vender mais de forma digital. Quando se fala em automação, os especialistas alertam para os riscos de obsolescência de muitos profissionais nesta e nas próximas décadas e como será difícil gerar ocupações para quem hoje atua em funções tradicionais, principalmente as que exigem esforço físico ou de repetição e que poderão ser exercidas por robôs. Muitos dos cargos não desaparecerão, principalmente porque em vários países os custos ficarão por um tempo mais baixos, o que não é uma novidade – foi o caso das indústrias têxtil e de eletrodomésticos, que encolheram nos países ricos e migraram às economias asiáticas. Agora é preciso melhorar o acesso a inúmeras funções de base tecnológica, muitas delas permitindo trabalhar em casa e distante, talvez em outros países, da sede do empregador. São mudanças que desafiam a legislação trabalhista, o sistema previdenciário e os métodos tradicionais de aprendizagem.