[[legacy_image_200244]] Começou nesta terça (16), oficialmente, a campanha eleitoral deste ano, com liberação de propaganda na mídia, caminhadas, divulgação de ‘santinhos’, carreata, passeata e carros de som. A data coincidiu com a posse do novo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Embora não seja novidade, o uso da internet para divulgação dos candidatos e seus planos de governo será ainda mais utilizado, especialmente as redes sociais, com potencial infinito de propagação. E está aí o foco desafiador para os órgãos de controle e fiscalização de abusos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nos últimos anos, o TSE tem aprimorado e qualificado seu corpo de funcionários e seu arsenal tecnológico para rastrear, identificar e punir candidatos e apoiadores que produzem e distribuem notícias falsas, promovendo a desinformação. Recentemente, o tribunal firmou parceria com as principais redes sociais para combater conteúdos enganosos, retirando do ar tudo aquilo que não tenha amparo na verdade. Na semana passada, o YouTube removeu, por exemplo, o vídeo em que o presidente Jair Bolsonaro faz apresentação a embaixadores afirmando que o sistema eleitoral é falho, colocando em xeque a lisura do processo e as urnas eletrônicas. Um dos maiores desafios para o tribunal e os demais órgãos de controle será o WhatsApp, uma rede que usa a criptografia para dar privacidade às mensagens e, também por isso, se torna ainda mais difícil seu rastreamento. A criação de grupos de seguidores e a agilidade na distribuição de mensagens conferem a essa plataforma um potencial inimaginável na profusão de mensagens falsas ou distorcidas - e não se pode dizer que são apenas as pessoas com baixa instrução as responsáveis pela distribuição, pelo contrário, são ativistas mal intencionados e criminosos. Diferentemente de 2018, em que as redes também foram usadas para as chamadas fake news, este ano o foco da desinformação deverão ser mesmo o sistema eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas. Embora parte dos conteúdos falaciosos já tenha sido retirado das plataformas de streaming, ainda circulam vídeos e notícias sobre supostos problemas no pleito daquele ano, e informações equivocadas e já desmentidas pelas autoridades sobre a fragilidade do processo. Muito já se tem feito para identificar de onde partem os conteúdos falsos, assim como a legislação para quem comete esse crime já mudou e tornou as regras muito mais rígidas, mas esse fenômeno ainda é um desafio para os tribunais, os partidos, a fiscalização. Tudo indica que essa ferramenta será fortemente utilizada nos próximos 44 dias, tanto pela esquerda como pela direita. Cabe ao cidadão comum, eleitor em 2 de outubro, acender a lâmpada da desconfiança quando se deparar com conteúdos duvidosos. Na própria internet não faltam canais de checagem on-line, intuitivos e rápidos. Por ora, uma forma eficiente de engrossar a tropa do bem.