[[legacy_image_311505]] Nada pode ser mais deletério para promover uma cidade ou região que a sensação de insegurança que acomete os visitantes ou quem está ainda escolhendo seu destino. Em linhas gerais, é o que acontece com a cidade do Rio de Janeiro que, embora guarde dezenas de pontos interessantes de visita e tenha história e cultura para exibir, acaba sendo desconsiderada por milhares de pessoas que temem ser vítimas da violência. Não é um cenário desejado para nenhuma cidade ou região metropolitana, ainda mais se tiver no turismo um pilar forte da economia. Tendo esses conceitos claros e a medida exata da comparação, as cenas vivenciadas por turistas e banhistas na Praia do Itararé, em São Vicente, no último domingo (12), não podem se repetir. Vídeos gravados por quem assistia à distância se disseminaram nas mídias do País e mostram turistas e comerciantes correndo, apavorados, para fugir de criminosos que promoviam um arrastão, roubando carteiras, celulares, joias e até bicicletas. A Polícia Militar agiu, disparando balas de borracha e gás lacrimogêneo, mas nenhum dos jovens que barbarizaram foi preso até o momento. Comerciantes de rua e donos de quiosque reportam as cenas de terror vividas e a sensação de impotência diante de uma situação para a qual não têm poder de atuação. O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, acerta ao pedir reforço policial ao Governo do Estado especialmente a partir deste mês, quando o movimento em direção às praias do Litoral já começa a aumentar, fruto das temperaturas mais altas. “A Baixada Santista importa”, disse ele em entrevista à TV Tribuna na manhã de ontem. Importa, sim, e não pode ser apenas o reforço protocolar das temporadas de verão, a chamada Operação Verão. É preciso considerar que o Litoral se tornou atrativo para o turista durante todo o ano, bastando para isso que o sol apareça. O Sistema Anchieta-Imigrantes é o melhor termômetro para medir quão mais intenso é o movimento de descida da serra já nas sextas-feiras. Passou do tempo da Secretaria de Estado da Segurança olhar para esse fenômeno e entender que a região precisa, sim, de mais efetivo de militares e, consequentemente, da polícia civil também. São Vicente vive um bom momento de sua trajetória, com perspectivas otimistas para os próximos anos e um planejamento estratégico que já vem sendo executado com a finalidade de chegar aos 500 anos, em 2032, com melhores indicadores econômicos e sociais. A esse plano precisa se somar o esforço do Estado em garantir segurança, e não só para São Vicente como também para as demais da região, que já sofrem com a presença do crime organizado, e no verão ficam ainda mais reféns dos criminosos sazonais, que procuram as multidões para praticar seus furtos e roubos. Que o Governo do Estado se some aos esforços dos municípios e suas guardas civis na repressão ao crime, no patrulhamento ininterrupto e na identificação e prisão dos bandidos.