O colunista tem salientado a importância da saúde pública e da assistência e previdência social (nossa seguridade social desde 1988) para enfrentar a pandemia, durante e depois; inclusive com todas as perdas decorrentes do neoliberalismo desde a última década do século passado. A crise desse “novo” capitalismo despertou a direita incivilizada, que vai além na destruição do Direito Social, apostando na ignorância e na barbárie. Muito bem representativo é o nosso atual desgoverno, mas muito mais importância mundial tem o fascista que atualmente preside os Estados Unidos, ameaçando não se conformar com a derrota eleitoral iminente. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! Porém, o que efetivamente preocupa o mundo progressista, o que aflige todos os que preferem a civilização, é a divisão do eleitorado estadunidense, permitindo que os bárbaros apresentem seu inconformismo, e de várias formas. Juntos, Brasil e EUA, atingirão meio milhão de mortes pela pandemia. E ainda temos o nosso SUS, exemplo de resistência. Ninguém espera ou acredita que o resultado das eleições modifique os interesses políticos e colonialistas dos EUA, mas, no mínimo, estaremos todos dentro dos marcos da civilização. A consolidação, em todo o mundo, de correntes políticas que se aproximam do fascismo, decorre da grave crise econômica mundial em que o neoliberalismo nos colocou. A crise econômica e a pandemia agrediram mais os que caminharam pelo individualismo e disputa, confiando em um tenebroso sistema financeiro. E essa é uma das fortes razões para a provável eleição do democrata nos EUA; e quem sabe para melhores resultados também aqui em 2022. Para o Estado de Direito, em defesa dos Direitos Sociais, a luta será dura e longa. Recuperar a civilização exigirá muito mais do que algumas eleições.