[[legacy_image_204223]] Pesquisas em Harvard, com 75 anos de duração, chegaram à conclusão que a felicidade em nossas vidas pessoal e profissional está diretamente relacionada à qualidade dos nossos relacionamentos. Também existem pesquisas que demonstram que a produção de riqueza e a construção de instituições fortes estão atreladas, entre outras coisas, principalmente à geração de algo que deve ser foco constante para nossas buscas: confiança. Cultivar bons relacionamentos, gerando confiança e com empatia e sinergia entre diversos interlocutores, disseminando uma cultura de unidade na busca por um bem comum, é uma receita para atrair riqueza e em muitas oportunidades produzir um bem maior para todos os envolvidos. A chave para qualquer negócio, empresa, instituição e até em um relacionamento pessoal, principalmente nos dias atuais, é a transparência, com comunicação de excelência e contribuição, gerando assim valor e confiança ao outro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Recentemente, tive a oportunidade, com grata satisfação e junto com nossos delegados da Federação de Agentes Marítimos, de ver nascer na cidade de Manaus nosso mais novo Sindicato do Estado do Amazonas, motivo de enorme orgulho para nossa categoria. A sinergia entre os vários atores que propuseram contribuir para o sucesso desta empreitada demonstrou o quanto uma visão sistêmica, com cada ente colaborando para que se tenha um todo mais forte, sempre vai gerar um resultado de médio ou longo prazo melhor. Foi desta forma que agentes marítimos locais, sindicatos pré-estabelecidos, autoridades militares e civis de outros estados e até a Marinha do Brasil, representada pela Capitania dos Portos do Amazonas, em um movimento colaborativo e sinérgico, deram as mãos e, observando a pujança do Arco Norte, promoveram o apoio necessário para que nosso setor privado fosse valorizado em seu formato institucional. Desta experiência de um modelo mental virtuoso, nasceu nosso mais novo filho, que poderá servir de apoio não somente aos nossos agentes marítimos locais, mas também às demais autoridades e entes da comunidade marítima e portuária. Países ricos são locais onde as pessoas têm a tendência de confiar mais umas nas outras e nas instituições. Isto faz com que haja menos burocracia e judicialização e mais economia em crescimento. A pobreza gera a desconfiança e a desconfiança gera a pobreza. É um ciclo vicioso. Países onde existe maior índice de corrupção são locais onde há maior nível de desconfiança. A riqueza, por sua vez, gera confiança e a confiança gera riqueza. Aqui se faz um ciclo virtuoso. Líderes devem buscar a ressonância por meio da produção de um bom ambiente para a disseminação de confiança, afloramento e retenção dos talentos nas empresas. No Brasil, geralmente temos desconfiança das autoridades públicas. Lembro também que insegurança e medo andam de mãos dadas com a falta de confiança. A confiança é um sentimento que nos mantém colaborando e unidos perante um bem maior. Como neste exemplo na fundação do sindicato em Manaus, com algumas entidades em torno de um mesmo objetivo, podemos imaginar várias outras situações, como nossos partidos políticos e nossa matriz logística com os diversos modais de transporte. Todos são necessários, pois se contrapõem e podem, assim, se completar. Ninguém faz nada sozinho. As pessoas precisam dialogar e buscar um entendimento. Chegará um momento que a rodovia precisará da hidrovia e da ferrovia e o contrário também. A divisão, ao invés da busca pela unidade e sinergia entre as pessoas e coisas, forma uma das principais razões do sofrimento humano. As universidades pouco fazem em relação a ensinar o “ser”, mas focam no “fazer” e no “ter”, não contribuindo com a falta de formação não cognitiva e inteligência emocional nos berços das famílias. O crescimento vem da disponibilidade e capacitação em nos relacionarmos bem uns com os outros. Ficamos frustrados quando nos posicionamos de forma disfuncional nas relações, quando acreditamos que frustração é quando uma expectativa nossa acaba não atendida. Na verdade, nos frustramos porque queremos apenas tomar, receber ou trocar de maneira disfuncional nos relacionamentos. Não nos frustraremos ao receber o que almejamos quando primeiro contribuirmos para as necessidades do outro. Quando apenas recebermos ou fazemos a troca pelo jogo prostituído, até onde nossos egos forem supridos e satisfeitos, teremos uma relação fadada ao fracasso. O sucesso em todas as áreas pessoais e profissionais, envolvendo famílias, empresas e instituições, passa por uma troca funcional, sem egocentrismo, que age pela contribuição e desperta uma consciência virtuosa, com todos procurando a unidade em busca do melhor, proporcionalmente ao esforço entre todas as partes. Sem esta mentalidade de crescimento, no fim de tudo, veremos que ficará o vazio da realização sem significado.